4ª feira, 07 de outubro de 2026
Do alto de uma arrogância inexplicável, os sulistas e sudestinos costumam se referir ao Nordeste como uma espécie de região de segunda categoria.
Este assunto já foi tratado com profundidade por autores de inegável robustez intelectual, como o saudoso Sebastião Campello, ex-presidente do Centro de Estudos do Nordeste (CENOR), em diversas obras, inclusive no ontológico ‘Quatro séculos de exploração’, no qual rejeita o olhar preconceituoso contra a região e prova que, se fosse independente, o Nordeste do Brasil seria mais rico do que o restante do país.
Sem querer em polêmicas, até para não evocar o odioso tema do separatismo, a cada dia que passa, fica mais clara a condição fulcral exercida pelo Nordeste para a grandeza do Brasil.
Com efeito, além de colocar inúmeros conterrâneos no patamar máximo da ciência e da cultura no País, em inequívoca demonstração da sólida consistência da formação política do seu povo, o Nordeste vem, sucessivamente, salvando o Brasil da barbárie.
Nunca se pode esquecer de que, se não fosse a ação eleitoral do sofrido Nordeste, Jair Bolsonaro teria derrotado Lula no pleito de 2022 e, ultrapassada a linha da qual não há retorno, o Brasil teria se convertido numa detestável republiqueta de bananas. Naquele pleito, enquanto o Nordeste derrotava Bolsonaro para eleger Lula, São Paulo derrotava Fernando Haddad, Minas Gerais reelegia o apedeuta Romeu Zema e o Rio de Janeiro consagrava o poder político das milícias.
Agora, nas eleições de 2026, não está sendo diferente. Ao tempo que o Rio Grande do Sul elege o despreparado Zuco para governar o Estado e Paraná faz o mesmo para coloca o juíz-ladrão Sergio Moro no Palácio Iguaçu, Santa Catarina elege o oligofrênico Carlos Carluxo Bolsonaro para o Senado, São Paulo pretere Simone Tebet e Marina Silva em favor do assassino Guilherme Derrite na eleição para o Senado, o Rio de Janeiro recoloca a milícia no Palácio Guanabara e Minas Gerais dá a maior votação ao chupetinha Nikolas Ferreira, [enquanto isso] o Nordeste volta a dar a maioria dos votos a Lula e se prepara para reconduzi-lo à presidencia da republica.
Quem não percebe a grandeza politica do Nordeste pode cometer sérios enganos como o deputado-palhaço Tiririca, que, depois de ter recebido um milhão e trezentos mil votos em São Paulo, resolveu disputar a eleição pelo Ceará e só conseguiu iludir pouco mais de cinco mil eleitores nordestinos, ficando fora da Câmara Federal.
Entre outras muitas qualidades, o nordestino tem boa memória e cultiva a gratidão como valor fundamental do relacionamento humano.
Nunca vai esquecer do tratamento respeitoso que sempre recebeu do pernambucano Lula e, lembrado do feixe de capim que lhe foi oferecido por Jair Bolsonaro, vai, mais uma vez, salvar o Brasil do câncer bolsonarista.
Viva o Nordeste!
Viva Lula!
Leia mais em www.alexandresanttos.com.br
A reprodução é permitida e desejável, especialmente se a fonte for citada
