2ª feira, 12 de outubro de 2026
Desprovido de valores como experiência, inteligência, competência, honestidade e criatividade (como, de modo geral, acontece com a maioria dos líderes da extrema-direita), Flávio Bolsonaro parece ganhar destaque nos quesitos subserviência e irresponsabilidade cívica, econômica e social.
De fato, jurando completa submissão ao presidente estadunidense Donald Trump, o filho 01 de Jair, que sonha exercer a presidência do Brasil com o nome Bolsonaro II, confessa pretender copiar projetos de governantes (alinhados com a extrema-direita) pouco importando as consequências.
Na economia, por exemplo, anuncia um ‘tesouraço’ inspirado na ‘motosserra’ aplicada por Javier Milei na Argentina, com o corte inicial de R$ 250 bilhões.
Acontece que a motosserra de Milei é um completo desastre, levando o povo argentino à miséria e ao sofrimento.
Com efeito, ao implementar uma política drástica de cortes nas despesas, subsídios e obras públicas, com redução abrupta das despesas do governo, a motosserra de Javier Milei aprofundou a recessão e agravou a crise social na Argentina.
Aliás, com forte impacto negativo no consumo das famílias e na construção civil, além causar grande sofrimento nas pessoas – no primeiro semestre de 2026, a pobreza absoluta alcançou 32,3% da população argentina, colocando 24,4% dos domicílios abaixo da linha da pobreza e 7,5% da população no patamar da indigência -, a motosserra de Milei enfraqueceu a atividade econômica, levando ao fechamento definitivo de quase 50 mil empresas na indústria e no comércio e ao completo desaparecimento de cerca de 500 mil postos de trabalho, em crise que terminou por atingir o próprio mercado financeiro.
Vale o registro que, diante dos riscos cambiais, da alta da inadimplência e da perspectiva de desaceleração econômica, o mercado financeiro passou a demonstrar cautela com os ativos argentinos e acumulou perdas com a queda de títulos soberanos e ações negociadas em Nova York (em claro indicador o fracasso da motosserra de Milei, o Bradesco BBI mantém recomendação de baixa exposição às ações argentinas e o JP Morgan reduziu de 2,7% para 1,5% a previsão de crescimento da economia argentina em 2026).
Não é sem razão, portanto, que os brasileiros medianamente informados estão morrendo de medo de uma eventual eleição de Flávio Bolsonaro, cujo tesouraço é filho bastardo da motosserra.
Leia mais em www.alexandresanttos.com.br
A reprodução é permitida e desejável, especialmente se a fonte for citada
