Domingo, 26 de julho de 2026
Contando com a importante colaboração dos entreguistas brasileiros encastelados no âmbito da candidatura do Filho 01 de Jair Bolsonaro e da articulação internacional da extrema-direita, nos últimos dias, os Estados Unidos resolveram escancarar a decisão de intervir nas próximas eleições do Brasil.
De fato, agindo como se o País fosse a republiqueta de bananas prometida ao Tio Sam por Flávio Bolsonaro – o qual, dias antes, cumprindo caninamente o roteiro previamente determinado pelo departamento de Estado, reunira 40 embaixadores estrangeiros para manifestar ‘desconfianças sobre a lisura das urnas eletrônicas’ -, na semana anterior, o Departamento de Estado dos Estados Unidos teve a petulância de pedir visto diplomático para os secretários-assistentes Riley M. Barnes e Samuel Samson (autores da estratégia de interferência baseada no questionamento da integridade e a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro) viajarem ao Brasil com o propósito de ‘levantar dúvidas sobre a imparcialidade e a integridade do sistema eleitoral brasileiro antes da eleição presidencial’.
Quanta petulância!!!
É claro que, sem maiores discussões e prontamente, o Itamaraty negou os vistos.
Na realidade, o plano estadunidense cumpre um roteiro amplo e conta com muitas engrenagens.
Ontem, 24 horas após o freio dado pelo governo brasileiro ao departamento de Estado dos Estados Unidos, numa outra face do mesmo poliedro, por ocasião da convenção nacional do Partido Liberal, novas peças foram mexidas, a começar pórtico de recepção aos convidados ostentando, lado a lado, as bandeiras estadunidense e brasileira.
Aliás, constituindo episódio previsto e programado na agenda estabelecida pelos estrategistas da departamento de Estado, a convenção do PL aplicou-se no quesito ‘afronta às instituições brasileiras’, a começar pela exibição de filme produzido por Inteligência Artificial marcando a presença proibida pela lei de execução penal de Jair Bolsonaro e pelo discurso-insulto às autoridades nacionais proferido pelo celerado presidente argentino Javier Milei (chamou o ministro Alexandre de Moraes de ‘Lixo careca’ e o presidente Lula de ‘ladrão socialista’), passando pela mensagem do genocida israelense Benjamin Netanyahu (cuja prisão está determinada pelo Tribunal Penal Internacional) e pelos outros discurso-afronta ouvidos no encontro, inclusive do próprio filho 01 Flávio Bolsonaro.
As cartas foram lançadas e estão à mostra.
Se nada for feito agora, depois poderá ser tarde para conter novo golpe que se prepara contra a Democracia brasileira.
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