2ª feira, 27 de julho de 2026
Se alguém quiser agradar a extrema-direita brasileira, basta falar mal de Lula – personalidade que encarna o avanço das causas populares no Brasil.
Parecendo abraçar o velho adágio em voga n’alguns porões do submundo, segundo o qual ‘inimigo de inimigos meus é meu amigo’, a turma da extrema-direita pratica o costume de escolher parceiros não pela eventual harmonia de propostas (até porque, como todos sabem, a direita não tem proposta concreta para qualquer dos problemas políticos, econômicos e sociais do País), mas pelos inimigos que tenham em comum.
Nesta perspectiva, quanto mais esbravejar contra Lula, maior será o entusiasmo despertando naquela turma.
No sábado, por ocasião da convenção nacional do Partido Liberal, por exemplo, o presidente argentino Javier Milei (que já era admirado pela extrema-direita brasileira por adotar política econômica que vem esfolando a população do seu país) levou os bolsonaristas ao delírio quando chamou Lula de ‘lixo político’.
Ao basear a escolha dos amigos pelos inimigos em comum que tenham com outros, além de deixar às claras o deserto intelectual e ideológico no qual vivem, a extrema-direita expõe o quão rasteira é a sua índole.
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