Apesar da campanha publicitária que visa justificar os comportamentos e amainar e mascarar os defeitos (uma campanha que, naturalmente, embalada por muitos recursos baseados em meias verdades e, mesmo, em fakenews, vai se intensificar com a aproximação das eleições), o candidato Bolsonaro não consegue esconder quem de fato é e, sem querer-querendo, termina por mostrar, não só o seu descompromisso com os interesses brasileiros, [descompromisso] com a verdade e [descompromisso] com a coerência, mas, também, os verdadeiros objetivos políticos e econômicos que pretende atingir.
Um magnífico exemplo desta observação pode ser verificado no discurso esclarecedor que proferiu por ocasião da Conferência da Ação Política Conservadora (CPAC), maior evento da direita estadunidense, quando, com todas as letras, disse que, se eleito presidente do Brasil, entregará as terras raras presentes no território brasileiro aos Estados Unidos “para reduzir a dependência norte-americana da China”.
Enquanto isso, na véspera do CPAC, na 6ª feira, dia 27 de março de 2026, em reunião com ministros, falando sobre o mesmo tema, ao invés de preocupado com a prosperidade dos Estados Unidos, o presidente Lula anunciou a intenção de criar uma empresa estatal, a Terrabrás, para controlar a exploração das jazidas de minerais estratégicos presentes no País.
Para o pessoal da Direita, empenhado cada vez mais em submeter o Brasil às vontades e interesses dos Estados Unidos, a atitude de Lula ‘é coisa de comunista’.
São essas diferenças que fazem a diferença.
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