Eles estão por toda a parte.
Escondem as suásticas tatuadas nas suas almas e nos seus corações, mas, de vez em quando, não conseguem conter a selvageria admitida nos ambientes nos quais nascem e são criados e cometem crimes horríveis.
Todos lembram, por exemplo, do 20 de abril de 1997 (véspera do Dia do Índio daquele ano), quando os jovens nazistas Gutemberg Nader de Almeida Júnior, Max Rogério Alves, Antonio Novely Vilanova, Tomás Oliveira de Almeida e Eron Chaves Oliveira atearam fogo no índio Galdino Jesus dos Santos, líder Pataxó-Hã-Hã-Hãe, que dormia num ponto de ônibus na W3 Sul, em Brasília, assassinando-o carbonizado.
Aquele não foi um ato isolado, pois, mesmo latente, o germe do nazismo continua vivo por aí.
Agora, passado um quarto de século, confirmando a estufa favorável que encontra no Estado de Santa Catarina, o germe nazista apresenta ao País mais um episódio de extrema crueldade.
Com efeito, por estes dias, diante da inexistência de um pobre adormecido no qual pudessem atear fogo, quatros jovens nazistas catarinenses se empenharam em assassinar o cão Orelha a pauladas e, não satisfeito, tentaram afogar um outro cachorro que caminhava pela Praia Brava, em Florianópolis.
Assim como Galdino, Orelha também não ofendia quem quer que fosse, apenas existia e não fazia parte do bando nazista. Isto foi o suficiente para despertar o ódio e a fúria dos demônios. Podia ser eu, você ou qualquer um.
Esta nazistada não precisa de motivos para extravasar a violência que anima seu sangue.
Aliás, em prova inequívoca do espírito de bando que une estes criminosos, no curso da investigação ainda em curso, a Polícia Civil foi levada a indiciar os pais e um tio dos assassinos, que, com a arrogância própria dos nazistões, estavam coagindo as testemunhas dos crimes.
Assim, como ocorreu no caso Galdino, os assassino de Orelha devem receber castigos exemplares e ter seus nomes divulgados como forma de execração pública e sinal do cuidado que a sociedade precisa ter com os despreparados para viver em comunidade.
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