No ano passado, ainda no começo do atual mandato do presidente Donald Trump, diante do montão de bobagens e disparates ditos, propostos e feitos por ele, eu escrevi em artigos e comentei em programas do Canal Arte Agora que, dificilmente, aquele governo [o governo Donald Trump] chegaria ao final do segundo ano.
Na época, esta opinião enfrentou muitos tipo de reação – desde o absoluto desdém até as chacotas (diziam ‘Trump conta, não só com o apoio do eleitorado estadunidense, mas, também, com a maioria do Congresso e da Corte Suprema dos Estados Unidos e, sobretudo, [com o apoio] dos bilionários e principais impérios financeiros do mundo’), passando pelo silêncio daqueles que concordam, mas preferem não expor as opiniões.
O tempo passou.
Nos meses seguintes, demonstrando a pouca ou nenhuma empatia que caracteriza os cínicos poderosos, Donald Trump caprichou – aprofundou a guerra tarifária usando as taxas de importação como armas de longo alcance; invadiu a Venezuela para sequestrar o presidente Nicolas Maduro e açambarcar o petróleo do Vale do Orenoco; tomou para si o Prêmio Nobel da Paz indevidamente atribuído pelo comitê norueguês à colaboracionista Maria Corina Machado; desqualificou a ONU como organismo de representação internacional e criou um tal ‘Conselho da Paz’; agrediu e ameaçou ostensiva e diretamente países soberanos como Cuba, Colômbia, Panamá, México, Canadá, Irã e Dinamarca; humilhou presidentes, angariou a antipatia da Europa e desmoralizou a OTAN; despertou o sentimento anti-EUA por toda a parte; criou um exército fascista para perseguir migrantes e pobres e, na prática, estabeleceu zonas de regime similar às guerras civis no território estadunidense.
Não é sem razão, portanto, o espocar de reações como, por exemplo, a oferta pelo presidente Vladimir Putin de tropas russas para garantir a segurança da Europa em caso de agressão militar dos Estados Unidos; a proposta do chanceler da Alemanha de boicote à copa do mundo sediada em cidades dos EUA e consolidação de um bloco parlamentar suprapartidário no Capitólio em defesa da declaração de impedimento do presidente Donald Trump por ‘incapacidade moral’.
Por tudo que vi e vejo nos dias correntes, não há porque mudar a opinião de que o governo Trump não resiste ao segundo ano de mandato.
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