O homem vivia no Paraíso.
Era uma beleza: tinha o mundo para si, não havia fronteiras, tudo pertencia a todos, ninguém passava fome e só precisava trabalhar quando, de fato, queria ou precisava.
Aí veio o pecado original (uma condição que muitos, inclusive o autor, acreditam estar vinculado ao surgimento do regime de propriedade privada) e a abastança acabou.
Rapidamente, os mais fortes e mais inteligentes submeteram os mais fracos e menos inteligentes, dando início a relação de poder responsável por uma natural e progressiva concentração de riquezas.
Com o passar do tempo, como forma de conter a iniquidade, algumas comunidades evocaram a solidariedade inerente à condição humana e, apesar da resistência dos mais fortes, tentaram estabelecer regras de convívio para amenizar os desníveis.
E, vivendo um processo de sístole e diástole, aos soluços a Humanidade vem avançando num processo de ‘recuo’ a um regime de convivência social inspirado no Paraíso.
Este avanço, no entanto, é muito lento, especialmente por conta da enorme capacidade de manipulação dos poderosos, os quais impulsionam a forma de pensar da banda Direita do espectro político da sociedade.
Hoje, ao que parece, a Humanidade vive um período de estagnação (e, mesmo, de atraso) social conforme se observa nas eleições que sorriem aos liberais.
O resultado desta situação se reflete no atual panorama mundial de concentração de riquezas – apenas 12 dos bilionários mais ricos do mundo concentram riqueza superior àquela apresentada pela metade mais pobre da humanidade (a soma da riqueza das 12 pessoas mais ricas é maior do que a das 4.000.000.000 mais pobres) -, uma condição diretamente responsável pela fome que castiga quase 800 milhões de pessoas.
Esta brutal concentração de riquezas é injusta com a natureza humana das pessoas e precisa ser revertida, caso contrário, em pouco tempo, a Humanidade estará entregue à mais odienta das barbáries.
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