Sábado, 07 de novembro de 2026
De modo geral, por absoluto despreparo político, o brasileiro comum não tem noção sobre como funciona a política no País e termina por confundir tudo.
Talvez como resquício dos tempos coloniais ou imperiais, acha que o presidente da república pode tudo e, nesta perspectiva, é responsável por tudo o que ocorre na País.
Mas não é assim.
Além da esferas federal, estadual e municipal, existe a divisão dos poderes – executivo, legislativo e judiciário -, compondo um ambiente complexo, cujo funcionamento depende de muitas vontades, possibilidades e articulações.
Assim, não basta escolher bem o presidente da república, porque, se ele não contar com o suporte dos outros poderes, mesmo que tenha excelentes ideias, não conseguirá trabalhar bem e, terminará por frustar o eleitorado.
No Brasil, o descompasso entre a presidência da república e o poder legislativo é (mais ou menos) normal e, a exemplo do ‘Congresso Inimigo do Povo’ que atuou na legislatura passada, não haverá coisa diferente pelos próximos quatro anos.
Veja, por exemplo, o caso do Senado Federal, onde o Partido Liberal, cujo candidato presidencial foi derrotado por Lula, que elegeu a maior bancada (uma bancada, diga-se de passagem, de péssima qualidade).
Na realidade, como se fosse caso pensado, o eleitorado brasileiro vetou o retorno de bons senadores – não conseguiram a reeleição excelentes senadores como Renan Calheiros, Randolfe Rodrigues, Weverton Rocha, Leila do Vôlei, Fabiano Contarato, Eliziane Gama, Soraya Thronicke e Carlos Fávaro – e, em contraponto, como que em teste de qual baixo nível a câmara alta pode funcionar, trouxeram para o Senado Federal parte expressiva do rebotalho da política – gente como Marcio Bittar, Arthur Lira, Michelle Bolsonaro, Bia Kicis, Evair de Melo, Gustavo Gayer, Gracinha Caiado, Lahesio Bonfim, Zé Medeiros, Reinaldo Azambuja, Capitão Contar, Filipe Barros, Deltan Dallagnol, Marcelo Castro, Carlos Portinho, Carlos Jordy, Ubiratan Sanderson, Marcel Van Hattem, Fernando Máximo, Bruno Scheid, Nicoletti, Carol de Toni, Carlos Bolsonaro, Guilherme Derrite, André do Prado e Eduardo Gomes.
Lula vai precisar de muito jogo de cintura para se livrar dos petardos que esta turma vai disparar para boicotar os planos para a promoção do crescimento econômico, bem-estar social e soberania nacional.
Talvez seja o caso de mobilizar o Exército do Lula para ajudar a conter as lobas desonestas que foram eleitas para o congresso.
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