Domingo, 20 de setembro de 2026
Ontem, dia 19 de setembro de 2026, na véspera da viagem do presidente Lula à Nova York, onde, dois dias mais tarde, fará o discurso de abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, veio a público um relatório reservado encaminhado à enviado no fim de agosto à Presidência da República, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Ministério da Justiça, alertando sobre o risco de interferência dos Estados Unidos nas próximas eleições. Dando formalidade a coisas já sabidas por todos, o documento aponta “a intensificação seletiva e reconfiguração da pressão exercida pelos Estados Unidos sobre o país com o objetivo reduzir a influência da China e da Europa na América Latina, dificultando-lhe o acesso a ativos estratégicos, riquezas naturais e infraestruturas na região” e [o relatório] conclui dizendo que “a possibilidade de interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras alcançou um nível de criticidade”.
Não é sem razão, portanto, a insistência como o presidente Lula vem tratando o assunto nos discursos pronunciados País afora em sua campanha pela reeleição.
Na próxima 3ª feira, dia 22 de setembro de 2026, ao falar do principal púlpito da ONU, o presidente Lula terá chance de denunciar ao mundo esta interferência indevida dos Estados Unidos na politica interna do Brasil.
Na ocasião, usando o contorcionismo habitual da linguagem diplomática, Lula falará as coisas que precisam ser ditas em mensagens embutidas na abordagem de temas centrados na defesa da soberania nacional, democracia e fortalecimento do multilateralismo.
Aos entendidos, dirá com todas as letras: Pindorama e Terra Brasilis querem distância do Tio Sam (e de qualquer outro que queira mandar no Brasil).
Talvez esteja passando a hora de o Brasil adotar uma legislação específica para punir duramente traidores e colaboracionistas.
Sem dúvida, a hora de gente como Flávio e Eduardo Bolsonaro chegará.
Leia mais em www.alexandresanttos.com.br
A reprodução é permitida e desejável, especialmente se a fonte for citada.
