Hoje houve eleição presidencial na Colômbia.
Uma eleição importante porque, para os progressistas, poderia significar a continuidade do avanço representado pelo atual presidente Gustavo Petro, para os entreguistas e bajuladores da Casa Branca, poderia significar o retorno aos tempos de Álvaro Uribe, quando os Estados Unidos mandavam e desmandavam no país.
Como sempre ocorre nas Democracias capengas (e todas as Democracias ditas ocidentais são capengas), o eleitorado tem má formação política e não consegue identificar aquilo que é melhor ou pior para si e para o país, caindo facilmente nas armadilhas das campanhas baseadas em Fakenews e propaganda enganosas.
Resultado: o candidato Ivan Cepeda, que representa as forças progressistas e humanistas só obteve 40,92% e vai disputar um segundo turno com o milionário Abelardo de la Espriella, que representa a ultradireita e alcançou 43,72% dos votos.
Assim, em 21 de junho, os colombianos serão convidados a escolher entre a ampliação das reformas iniciadas pelo governo de Gustavo Petro (continuação das negociações com grupos armados ilegais, aprofundamento de medidas voltadas à redução da desigualdade e da pobreza, aumento de impostos para os mais ricos, destinação de 1 milhão de hectares para vítimas do conflito interno e ampliação da cobertura de saúde) propostas por Iván Cepeda e a política de segurança rígida contra grupos armados ilegais, construção de 10 megaprisões e iniciativas voltadas à redução da pobreza por meio de investimentos em educação, saúde e habitação propostas por Abelardo de la Espriella.
O futuro imediato da Colômbia está no voto de 41 milhões de eleitores, que, tanto podem se mirar no atual presidente Gustavo Petro, como fazer como os argentinos, que preferiram dar uma guinada à Direita com Javier Milei.
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