6ª feira, 31 de julho de 2026
Na sequência das demonstrações de submissão interesseira largamente oferecida por ocasião da Copa do Mundo 2026, o presidente Gianni Infantino resolveu aprofundar ainda mais suas relações com Donald Trump e anunciou a disposição de entregar a FIFA à iniciativa privada, mais precisamente, ao empresário Jared Kushner, marido de Ivanka Trump (filha de Donald Trump), a quem pretende transferir o comando das maiores competições futebolísticas (incluindo a Copa do Mundo).
Na sua esperteza, com a expectativa de captar US$ 4,2 bilhões e atingir um valor de mercado estimado em US$ 20 bilhões, Gianni Infantino propõe criar uma subsidiária comercial (a FIFA Forward Enterprise) para fazer a gestão comercial das competições que têm a sua chancela (Copa do Mundo, Copa do Mundo de Clubes, Intercontinental e torneios de base).
Acontece que a ‘privatização da FIFA’ não é uma ideia muito palatável aos amantes do futebol. Aliás, horas depois da divulgação do plano Infantino, a UEFA (Union of European Football Associations) reagiu e, como forma ‘sútil’ de manifestar o descontentamento, ameaçou a possibilidade de boicote das associações e times europeus às competições organizadas pela FIFA.
Imagine o fracasso de uma Copa do Mundo sem a participação das seleções da Espanha, França, Inglaterra, Portugal, Noruega, Suécia e dos outros gigantes europeus.
À propósito, a privatização da FIFA não constitui maluquice muito diferente da criação das SAFs.
Como, no entanto, no mundo das Bets só importa o dinheiro, do mesmo jeito que as SAF’s funcionam, a privatização da FIFA pode funcionar (ou seja: uma excrescência!)
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