4ª feira, 26 de agosto de 2026
Como se fosse item de etiqueta social, é usual pessoas enfatuadas se manifestarem contra o aumento do salário-mínimo acima da inflação.
De fato, demonstrando estarem bem alimentados e sem contas em atraso, deixando claro que não votam em Lula (a quem acusam de cometer os graves pecados que, por algum embotamento mental, não conseguem ver nos seus próprios candidatos preferenciais), sem a mínima noção dos impactos econômicos causados pelas taxas de juros e pelos subsídios governamentais dados a poderosos grupos empresariais e, com o nariz empinado com se sentissem algum mau-odor, os enfatuados afirmam, entre outras bobagens, que os ganhos reais do salário-mínimo vão ’quebrar o país’.
Conhecendo nada de economia ou (pior) exercendo a perversidade egoísta inerente às suas opções políticas, ao invés de responsabilizar os verdadeiros culpados pelos perigos que ameaçam as contas públicas, os enfatuados preferem alvejar os pobres (e aqueles que os defendem) com graves acusações.
Pela vontade daquela turma, o salário-mínimo estaria congelado desde sempre (ou melhor: seria suprimido pela revogação da Lei Áurea).
De qualquer forma, afrontando a vontade das elites e das xurebas, o governo Lula vem tratando de recuperar o poder aquisitivo do salário-mínimo, especialmente através de aumentos reais. Na 2ª feira, dia 24 de agosto de 2026, o ministro da fazenda Dario Durigan anunciou a inclusão de aumento real do salário-mínimo no projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) que será enviado ao Congresso Nacional, passando-o de R$ 1.621 para R$ 1.741 – um aumento pequeno, mas de grande significado, pois mantém a política de ganho real para os salários, benefícios previdenciários e assistenciais.
Antes de esbravejar contra os pobres, os enfatuados deveriam tentar compreender e desespero do general-presidente João Batista Figueiredo – o qual, tendo se imaginado no lugar de quem vive com um salário-mínimo, embora nada tenha feito para mudar a situação, afirmou que ‘meteria uma bala na cabeça se fosse viver com o salário-mínimo’ – e, ao invés de destilar egoísmo e preconceito, [os enfatuados] deveriam um reconhecer o impacto positivo dos aumentos na dinâmica comercial e industrial e passar a festeja-los como um instrumento de política econômica desejável.
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