Sábado, 03 de outubro de 2026
Nenhuma novidade no ar.
Nos termos do movimento MADA (Make America Great Again), impulsionado por Donald Trump e abraçado por vira-latas colaboracionistas por todo o mundo (no Brasil, a nata do colaboracionismo está na família Bolsonaro), em entrevista concedida à Fox News em abril de 2025, o Secretário de Defesa Pete Hegseth declarou que “os Estados Unidos iriam retomar o seu quintal’ (é assim que a Casa Branca considera a América do Sul).
Com efeito, usando instrumentos de modulação da opinião pública e de manipulação eleitoral (em comportamento que justifica a recente decisão do presidente Daniel Ortega de suspender as eleições na Nicarágua para proteger a Democracia no país), os Estados Unidos vêm colocando líderes a eles simpáticos à frente de todos os países (quando não o fazem ‘por bem’, o fazem ‘por mal’, como fez na Venezuela, onde sequestraram o presidente Nicolas Maduro, deixando uma títere em seu lugar), pintando progressivamente o mapa da região com as cores da bandeira estadunidense.
Pois bem.
Chegou a vez do Brasil, que realizará suas eleições presidenciais neste próximo domingo, dia 04 de outubro.
Sem qualquer esforço para esconder suas intenções maléficas, desde o começo do seu governo, Donald Trump vem fustigando a altivez patriótica do governo Lula – seja através da sobretaxa aplicada aos produtos brasileiros no âmbito do Tarifaço, seja pela aplicação arbitrária da ilegal Lei Magnitsky a autoridades brasileiras, seja pelas tentativas frustradas de mandar funcionários para visitar o golpista prisioneiro Jair Bolsonaro ou para inspecionar as urnas eletrônicas, seja pelo enquadramento das facções criminosas PCC e CV como organizações terroristas (para justificar eventuais operações militares em território nacional).
Uma grosseria e uma arrogância atrás da outra.
Aliás, tomando por base informações colhidas no campo e na mídia internacional – em longa matéria apresentada na sua edição do dia 30 de setembro, por exemplo, o jornal britânico The Guardian informou a liberação de US$ 1 milhão pelo departamento de Estado para o custeio de uma campanha de desestabilização da Supremo Tribunal Federal (STF) por ‘grupos da sociedade civil ligados à oposição’ -, a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) produziu e encaminhou relatório ao governo federal e ao STF alertando para a intensificação das medidas dos Estados Unidos para intervir na política interna do País, especialmente no resultado das próximas eleições.
Nestes últimos dias, indicando ter liberado os kid pretos da CIA para aprontar confusão no território brasileiro, junto com a informação de que “Donald Trump está acompanhando as eleições no Brasil ‘muito de perto”, o departamento de Estado do EUA soltou uma nota alardeando uma hipotética instabilidade política e, para dar maior crédito à perua, suspendeu os serviços consulares da embaixada em Brasília e dos consulados no país ‘por preocupações de segurança’, dando o sinal para países da sua orbita fazerem coisa parecida.
De fato, seguindo o vento soprado pela Casa Branca, a Austrália, Reino Unido, Canadá, Alemanha, Irlanda e a Nova Zelândia emitiram ‘alertas de segurança para seus cidadãos no Brasil’.
O desejo dos Estados Unidos é claro: intervir no processo eleitoral brasileiro para eleger o colaboracionista Flávio Bolsonaro, o qual já de dispôs publicamente a exercer a função de lacaio do governo de Donald Trump de bom grado.
Acontece que o Brasil não é Casa-de-Noca para o Tio Sam (ou quem quer que seja) meter o bedelho a seu bel prazer.
No dia 04 de outubro, o povo brasileiro vai derrotar Donald Trump e todos os seus prepostos, porque, como bem disse o presidente Lula, ‘o Brasil não cabe no quintal de ninguém’.
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