2ª feira, 08 de junho de 2026
São tempos perigosos estes de hoje.
Onde quer que esteja ou para onde quer que se vire, a pessoa está sujeita a perigos de todas as naturezas.
Há poucos instantes, num canal da informação, recebi a ‘informação’ de que meus pontos acumulados num desses programas de fidelidade estavam prestes a perder validade e, para mantê-los intactos, eu deveria entrar em contato com a central de administração ‘através do link abaixo’. Se tivesse seguido a recomendação e clicado ‘no link abaixo’, eu teria caído em algum golpe financeiro (sequer faço parte do programa de fidelidade citado).
Noutro canal de informação, pela voz grave de um âncora conhecido, a edição extraordinária dizia que o presidente Donald Trump acabara de assinar ordem executiva autorizando o início de uma operação militar contra o Brasil. Elaborada cientificamente para produzir medo e desconfiança, a notícia adiantava detalhes do ataque à Brasília, bases de origem dos militares estadunidenses, número de aviões, helicópteros e marines mobilizados, principais alvos, nomes e funções da autoridades brasileiras a serem capturadas.
Um absurdo!
Quantas pessoas seguiram as instruções da primeira mensagem caindo no golpe digital como um patinho e quantas perderam o sono com medo das bestas insufladas por Trump?
Se, na primeira mensagem, há a nítida tentativa de golpe financeiro, na segunda [mensagem], há clara motivação política e, portanto, vínculo com atividade terrorista.
O Estado não pode permitir que a sociedade fique sujeita a este tipo de insegurança e seja levada a um estado de completa desconfiança naquilo que a cerca, devendo ser absolutamente impiedoso com gente que comete estes tipos de crime.
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