3ª feira, 09 de junho de 2026
Os psicólogos se referem a ‘dissonância cognitiva’ descrita inicialmente por Leon Festinger como o fenômeno de as pessoas mudarem de opinião e comportamento, sem alterar seus valores básicos – é o caso da pessoa que se diz honesta, mas, mesmo sabendo do envolvimento de Flávio Bolsonaro com o mega trambiqueiro Daniel Vorcaro, se diz eleitor dele.
Nesta perspectiva, a tal ‘dissonância cognitiva’ é a explicação de pessoas ditas sérias e inteligentes votarem em políticos desonestos – como Flávio Bolsonaro, André Fernandes, Carlos Bolsonaro, Bia Kcis, Carla Zambelli, Caroline de Tony, Coronel Meira, Delegado Caveira, Éder Mauro, Alexandre Ramagem, Felipe Barros, Eduardo Bolsonaro, Eduardo Pazuello, Gustavo Geyer, Luiz Philippe de Orleans e Bragança, Mário Fria, Nikolas Ferreira, Marco Feliciano, Ricardo Salles, Zé Trovão, Marcos Pereira, Artur Lira, Kim Kataguire, Sóstenes Cavalcanti e tantos outros (a lista dos espertalhões na política é enorme).
Deve ser isto mesmo. A um cabrassafado não deve representar qualquer trauma votar em outro cabrassafado, mas uma pessoa séria fazer isso deve ser horrível.
Será que a dissonância cognitiva deixa algum sentimento residual de remorso?
Será que as pessoas de boa índole levadas a votar no velho Jair curtem alguma sensação de culpa pelas 700 mil pessoas assassinadas pela incúria diante da pandemia de coronavírus?
As almas sebosas (iguais a ele) não devem sentir nada, como acontece com os irresponsáveis morais, mas, mais cedo ou mais tarde, as pessoas minimamente eivadas de bons sentimentos (inclusive religiosos) deverão se sentir muito mal.
Já imaginou como fica a cabeça de uma pessoa (séria) ao tomar consciência de que seus filhos, netos, amigos, colegas, vizinhos e parentes saberão do seu apoio a ladrões, assassinos, entreguistas, charlatões, corruptos, fariseus, estelionatários, falsários, mentirosos, traidores?
A dissonância cognitiva ainda vai levar muita gente ao suicídio moral.
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