4ª feira, dia 01 de julho de 2026
O período de maior desenvolvimento de Angola ocorreu quando o país esteve sob o regime econômico balizado por Artur Virgílio Alves dos Reis – um empresário português que, no curso da emissão de Escudos contratados com base numa autorização falsa, irrigou a economia local com fartos e abundantes recursos, instalando uma época de grande prosperidade na então colônia de Portugal em contraste com a paralisação vivida na metrópole em decorrência da austeridade determinada pelo então ministro da economia Antônio Salazar.
Na realidade, Alves dos Reis levou a Angola um sistema muito parecido com aquele adotado pelos Estados Unidos, que não atrela a emissão de Dólares a qualquer lastro físico.
Aliás, este deveria ser o sistema adotado pelos países que almejam crescer, pois, quando amarram suas economias a grilhões, perdem a condição de autofinanciar o desenvolvimento e mantém a eventual estagnação ou caem em algum tipo de endividamento.
Na realidade, os grilhões econômicos são próprios da cabeça de políticos e economistas conservadores, que temem o crescimento e/ou preferem manter seus países à reboque de ‘metrópole’ ricas.
É nesta perspectiva que devem ser encarados grilhões constituídos por compromissos com teses como Superávit fiscal, Teto de gastos, Lei de responsabilidade fiscal, Arcabouço fiscal e outras amarras, cujo objetivo é pura e simplesmente impedir o livre crescimento econômico dos países.
Se quiserem administrar livremente o seu processo de desenvolvimento, os países precisam ‘mandar os grilhões às favas’ e cuidar de levar adiante os empreendimentos necessários ao despertar das suas potencialidades econômicas e ao resgate da sua eventual dívida social com a sociedade.
Tudo isto aponta que a melhor forma de desativas uma pauta-bomba é desarmar os dispositivos que, por conter artificialmente a capacidade de gastos do País, a torna proibitiva, convertendo-a em verdadeira ‘bomba’, cuja realização violaria os limites permitidos pelos tais grilhões.
Que a expansão econômica do País seja limitada apenas pela sua capacidade e potencialidade e não por regras cujo propósito é conter o seu crescimento.
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