2ª feira, dia 29 de junho de 2026
Em 24 de junho de 2026, fortes terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 na escala Richter abalaram a Venezuela, provocando sofrimentos, mortes e destruição.
Ao lado da comoção e de uma onda de solidariedade (umas sinceras e outras nem tanto), espocaram em certos segmentos da mídia corporativa críticas ao governo venezuelano ‘pela insuficiência do apoio às vítimas’.
Estas críticas são absolutamente impertinentes, maldosas e, além de revelar má fé, servem propositalmente para reforçar um discurso contra os governos de Hugo Chaves e Nicolas Maduro ‘que não teriam dado a devida atenção à defesa civil do país’. Por estarem a serviço das forças imobilistas que impedem a evolução e o crescimento dos países e dos povos, especialmente os localizados na África e na América Latina, estes seguimentos da mídia sufocam o noticiário de modo a desviar a atenção das pessoas das razões que impossibilitaram aqueles governos de fazer maiores investimentos em certos setores.
Nesta perspectiva, cabe um grande quinhão de responsabilidade pelas atuais dificuldades do governo da Caracas ao Reino Unido – que, como um reles pirata, açambarcou as reservas de ouro mantidas pela Venezuela na City londrina -, aos Estados Unidos – que, com nítida intenção terrorista, vem impondo severo embargo ao comércio internacional dos produtos venezuelanos – e ao maníaco Donald Trump – que, movido pela cobiça irresponsável, no curso de sangrenta operação militar que assassinou 103 pessoas, sequestrou o presidente Nicolas Maduro.
Num mundo menos maluco, a mídia cumpriria papel menos associado aos processos de manipulação da opinião pública.
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