4ª feira, 05 de agosto de 2026
Decidido a ir às ultimas consequências para pintar o Brasil com as cores da bandeira estadunidense, ontem o governo de Donald Trump fez um lance de grande impacto político (e irresponsabilidade).
Imagine que, pensando em dobrar o governo Lula – e, desmoralizando-o, impulsionar a candidatura natimorta de Flávio Bolsonaro -, a Casa Branca anunciou ter revogado o visto diplomático da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti.
Um gesto grosseiro, bem ao estilo de Donald Trump, que, em nada, contribui para aproximar o Brasil dos Estados Unidos.
Pelo contrário.
Anotando que, por trás da pataquada, provavelmente, está a intriga fustigada por Eduardo Bolsonaro, o governo Lula reagiu e, além de decidir pela adoção da reciprocidade (ainda não definida), orientou o Itamaraty a manifestar o descontentamento do País, deixando claro saber das motivações político-eleitorais da Casa Branca.
Por não saber construir pontes, nos termos da arrogância que lhe é peculiar, a Casa Branca recrudesce as crises com antigos parceiros, aprofundando os abismos por ela criados [criados pela Casa Branca].
Aliás, ontem, ao tempo que Donald Trump direcionava seus dardos e arpões contra o Brasil, afastando-o ainda mais do seu país, Lula tinha uma longa conversa com o presidente russo, Vladimir Putin, discutindo temas globais, em gesto que, progressivamente, fortalece as relações já robustas do País com a Rússia.
Fazer e manter amigos não faz parte das preocupações do governo estadunidense.
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