6ª feira, 11 de setembro de 2026
Apesar dos avanços ocorridos no governo Lula (que, antes de começar a trabalhar, precisou reconstruir a administração pública e desmontar a máquina de inação construída por Jair Bolsonaro), uma grande parte da população ainda é pobre e depende da assistência do Estado para ter as mínimas condições de vida.
Os ricos e muitos daqueles que assim se consideram não sabem, mas alguns serviços são oferecidos exclusivamente pelo Estado. É o caso, por exemplo, dos transplantes de órgãos (à despeito de todo o dinheiro que possui, o apresentador Faustão recebeu o coração que salvou-lhe a vida em cirurgia pelo SUS).
Pois bem.
Se os pobres são maioria e, numa eleição democrática, os políticos precisam do voto da maioria, como se explica a atitude anti-povo regularmente adotada pela turma da Direita?
Com efeito, não há um único caso no qual a Direita vote segundo o interesse da grande maioria da população brasileira: votou contra a PEC do fim da jornada 6×1, votou contra o fim da taxação da blusinhas, exige o fim dos programas assistenciais do governo, odeia o bolsa-família, que acabar com a política de ganhos reais do salário mínimo, que desvincular as aposentadorias e pensões do salário mínimo, quer reduzir as verbas para a educação e para a saúde, enfim quer entregar os pobres à própria sorte (mensagem claríssima na tese do Estado mínimo, que institui o cada-um-por-si).
Ao que parece, como o número de masoquistas presentes no eleitorado não é significativo, o sucesso da fórmula eleitoral perversa seguida pela Direita depende da sua própria capacidade [capacidade da Direita] de esconder (ou atribuir a terceiros) a responsabilidade pelas maldades que faz ou defende.
Além de criminosa, a perversidade da Direita desrespeita a inteligência das pessoas, pois parte do pressuposto de que nunca será desmascarada e cobrada pela sua maldade.
