3ª feira, 04 de agosto de 2026
Embora não seja o cerne da Democracia, a eleição é um ponto fundamental do processo de escolha dos mandatários democráticos.
Aliás, a fraude eleitoral é um dos crimes políticos usados com mais frequência pelos assassinos da Democracia – um crime que percorre vasto leque de irregularidades e ilegalidades, desde as campanhas baseadas em Fakenews e Lawfare até a ‘reinterpretação’ dos resultados através da burla dos sistemas de contagens de votos (como ocorre sistematicamente nas eleições ocorridas nos EUA e marcou os recentes pleitos presidenciais no Peru e na Colômbia).
Para eliminar a possibilidade das fraudes na contagem dos votos, desde 1996, o Tribunal Superior Eleitoral passou a usar urnas eletrônicas, as quais, por não terem qualquer interface com o mundo exterior, são consideradas inexpugnáveis.
Mesmo assim, com o nítido objetivo de turvar o processo e criar um ambiente propício aos golpes de Estado, o candidato da extrema-direita Flávio Bolsonaro (assim como fez seu pai Jair ao longo do seu trágico mandato) vem questionando a lisura do sistema de apuração usado no Brasil.
Acontece que o processo é seguro. Tanto é assim que, independente dos boatos insinuados pelos Bolsonaro’s e demais golpistas, sob a liderança do presidente Kássio Nunes Marques (ministro indicado para o STF por Jair Bolsonaro), ontem, o TSE deu início a início à 1ª Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação – uma campanha de combate a desinformação, na qual, em evento transmitido por um pool de emissoras, uma urna eletrônica foi desmontada ao vivo, mostrando os componentes essenciais para a segurança, como a placa-mãe, as mídias onde são carregados os programas oficiais de votação e o componente onde os votos são gravados de forma criptografada.
É claro que, à despeito da participação de Kássio Nunes Marques (assim como aconteceu em 2022, quando Valdemar Costa Neto atestou a lisura do sistema), a iniciativa do TSE não vai estancar a sanha golpista dos bolsonaristas, os quais, na ausência de outra coisa para falar, vão continuar a falar na hipótese de fraude para dar um quarto a Lula.
