6ª feira, 24 de julho de 2026
Como todos sabem, o Tio Sam é um velho e ardoroso fã das coisas que provocam morte e sofrimento.
Ontem, antevendo o gostinho de sangue do qual tanto gosta, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou um orçamento recorde de US$ 1,15 trilhão para despesas do departamento da Guerra – um aumento de US$ 954 bilhões em relação ao ano em curso.
Aproveitando a chance, os deputados aprovaram também um pacote de mais US$ 95 bilhões para a guerra no Irã, em nítido sinal que aprova as maluquices de Donald Trump. Observe que – se antes de Trump assassinar o aiatolá Ali Khamenei e começar a guerra contra o Irã, em 28 de fevereiro de 2026, o barril de petróleo Brent era negociado a US$ 70 e, agora, depois de os EUA torrarem US$ 37,5 bilhões com as hostilidades, passar a ser comercializado por US$ 100 – a injeção de mais US$ 95 bilhões, vai acirrar os ânimos na região dos mares Vermelho, Arábico e Pérsico e elevar seu preço [o preço do barril de petróleo] aos US$ 300, fazendo explodir a economia mundial e, se Deus quiser, abreviando a debacle do Império estadunidense.
Aliás, deixando de lado, o impacto econômico das guerras, nunca é demais é lembrar que o orçamento da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) para o atual biênio é de apenas US$ 4 bilhões, uma cifra que corresponde a apenas 0,34% da dinheirama programada pelos deputados estadunidenses para as guerras programadas pelos Estados Unidos.
Esta discrepância indica a natureza das prioridades alimentadas por aqueles que dão as cartas no mundo de hoje. Estes preferem matar pessoas a matar a fome que ainda castiga o mundo.
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