4ª feira, 29 de julho de 2026
Os Estados Unidos são muito arrogantes e, contando com a submissão inculcada nos ‘amigos’ por décadas, insistem em usar o big-steak como instrumento de convencimento.
Há quem diga que, de tão soberbo, o Tio Sam estupra os parceiros e ainda lhes exige por ficarem de costas.
Talvez por ter construído fortuna a partir do esbulho das riquezas dos apaches, navajos, cherokees e sioux, da pirataria aberta contra todos e uso abusivo da guerra de conquista, os Estados Unidos nunca cogitaram usar a diplomacia civilizada para obter os seus propósitos.
Na cabeça dos líderes estadunidenses (uma raça da qual Donald Trump talvez seja um apenas exemplar mais sincero) a regra de ouro parece se resumir ao ‘ou dá ou desce e, se não der, eu tomo’.
Agora, por exemplo, depois de avançar sobre a América do Sul (recebendo a plácida submissão dos colaboracionistas ou arrancaram depois de afastar aqueles que ousaram resistir às suas vontades), restando apenas pintar o Brasil de azul para recuperar o ‘seu quintal’ como disse o atual secretário de Defesa Pete Hegseth em abril de 2025, os Estados Unidos parecem dispostos a turvar o processo eleitoral brasileiro para colocar um dos seus no Palácio do Planalto.
Do alto da sua empáfia e arrogância, o Tio Sam parece não entender o porquê da aproximação do Brasil com os gentis chineses – nos dias correntes, a China é o maior parceiro comercial do Brasil, responsável por 27% do comércio exterior e volume total de US$ 171 bilhões (exportações: US$ 100 bilhões e importações: US$ 70,9 bilhões), oferecendo o expressivo superávit de US$ 29,1 bilhões.
Aliás, atualmente, os Estados Unidos são o segundo maior parceiro, com apenas US$ 83 bilhões de volume comercial (em negócio que oferece déficit para o Brasil de US$ 14,4 bilhões).
Ainda assim, ao invés de redirecionar seu comportamento e brindar o Brasil com as gentilezas merecidas por aqueles a quem se faz a corte, a Casa Branca trata o Brasil com estupidez, assacando ‘tarifaços’ e grosserias.
Coisa de ex-namorado burro, daqueles que pretendem reatar a relação com patadas.
Neste processo de distanciamento, ontem foi um dia especialmente expressivo: ao tempo da confirmação que o Brasil se tornara o maior importador global de carros chineses, superando a Rússia, a Casa Branca anunciava ter prorrogado por mais um ano um tal ‘estado de emergência nacional’, afirmando que o governo brasileiro “continua representando uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia americana”, mantendo em vigor a Ordem Executiva 14323, de 30 de julho de 2025, que embasou o tarifaço original.
Este é comportamento de quem quer reatar namoro?
Não vai demorar para os Estados Unidos cairem ainda mais no ranking dos parceiros comerciais do Brasil.
Há quem diga que, dos Estados Unidos, a melhor que se pode ter é a distância (quanto mais, melhor).
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