5ª feira, 13 de agosto de 2026
Os Estados Unidos parecem decididos a criar confusão com o Brasil – um affair no qual, diga-se de passagem, são especialistas.
A banda consciente da sociedade lembra (ou ouviu falar) de um certo Cabo Anselmo – um agente provocador a serviço da CIA, cuja missão era provocar agitação e, assim, dar motivos para a adoção de medidas repressivas e [dar motivos] para respaldar o discurso golpista dos gorilas de 1964.
Pois bem.
Guardadas as devidas proporções, se estimulando e se amparando no colaboracionismo capitaneado pela família Bolsonaro, os estrategistas da Casa Branca estão mexendo paus e peões para enquadrar o Brasil num panorama ajustável aos quadros ameaçados pelo Terror.
Com efeito, dando largada a esta nova etapa da investida, com o apoio dos Bolsonaros, em 05 de junho de 2026, o governo de Donald Trump classificou as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como ‘Organizações Terroristas Estrangeiras’ e ‘Terroristas Globais Especialmente Designados’. Pronto! Bastou isso para associar o nome do País ao terrorismo.
Daí em diante, conforme manda a receita, com a providencial ajuda de um (ou uns) ‘Cabo Anselmo’ da vida, o Brasil será palco de episódios violentos (ou não) suficientes para abastecer o noticiário internacional que o tipifique como berço de ações terrorista’, dando a desculpa esperada pela Casa Branca para respaldar suas ações.
Não ocorreu sem razão, portanto, a ação dos ‘Cabos Anselmo’ organizados na célula neonazista que planejava uma série de atentados à bomba em Brasília durante o período eleitoral alvo da ‘Operação Rede Interrompida’ levada adiante em 04 de agosto de 2026, em ação conjunta da Polícia Federal com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
Nesta perspectiva também pode ser incluída a ação do grupo ‘vestido de palhaço’ que, após queimar uma bandeira norte-americana, pichou o muro da embaixada dos Estados Unidos, em Brasília, com os dizeres ‘EUA fazem guerra e lucram com a morte’.
Vale registrar que, talvez sem perceber estar agindo com quer a Casa Branca, agindo como ‘inocentes úteis’ e verdadeiros ‘Cabos Anselmo’, a Juventude Sem Terra do Movimento Sem Terra (MST) distribuiu mensagem nas redes sociais assumindo a autoria da ação, classificando o gesto com um protesto ‘contra a indústria da guerra e a política imperialista dos Estados Unidos’.
De grão em grão, de notícia em notícia, de bobagem em bobagem, que se somam às pitadas colaboracionistas colocadas pela extrema-direita brasileira, os Estados Unidos vão mexendo o caldeirão fervente do qual pretendem retirar as justificativas para as intervenções desejadas pela Casa Branca.
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