4ª feira, 12 de agosto de 2026
Ontem, 3ª feira, 11 de agosto de 2026, foi um dia especialmente importante na atual quadra da história recente do País, pois deu maior nitidez ao processo de recondução do presidente Lula ao Palácio do Planalto para cumprimento do seu quarto mandato à frente da presidência da República.
Este sinal foi dado por um conjunto de fatores, que, influenciando-se mutuamente, misturam e complementam informações, dando maior consistência às observações sobre o panorama eleitoral.
Com efeito, apesar das boas notícias referentes à inflação – logo cedo, o IBGE anunciara que, em julho, o índice de inflação caíra para 0,07% (menor taxa para o mês desde 2022), levando o IPCA acumulado nos últimos 12 meses a 4,44%, enquadrado, portanto, na meta estabelecida pelo Banco Central -, o mercado financeiro (eufemismo que designa a bolha comandada pelas elites financeiras do País, também referida como ‘a FariaLima’) espumou mau humor, com queda de 2,5% no índice Ibovespa (menor nível desde janeiro) e subida de 1% no câmbio do Dólar (o qual, pressionado pelas notícias do dia, fechou em R$ 5,16).
Noutra face do mesmo poliedro, em declaração feita na véspera em João Pessoa, o presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta declarou apoio à reeleição do presidente Lula.
Ora, sabendo que, de um lado, traduzindo as motivações egoístas e preconceituosas das elites, o mercado financeiro torce e trabalha pela derrota do humanismo e das propostas progressistas encarnadas por Lula e, de outro [lado], sabendo que, forjado na esperteza interesseira característica do Centrão, o deputado Hugo Mota consegue vislumbrar antecipadamente a direção para a qual os ventos vão soprar, conclui-se a tendência irreversível da sua vitória [vitória de Lula].
Com efeito, dando explicação às reações do mercado financeiro e do deputado Hugo Motta, veio a público a pesquisa CNT/MDA dizendo que, enquanto Flávio Bolsonaro continua a patinar nos 28,7% das intenções de voto, Lula dispara para 42,4% [das intenções de voto] no 1º turno – um resultado que, expurgados os percentuais de votos nulos e brancos, significa 49,4% dos votos válidos, um pouco menos, portanto, dos 50% necessários para garantir a sua vitória [vitória de Lula] no primeiro turno.
Os sinais estão, cada vez mais claros, prenunciando, não só a progressiva revoada de oportunistas interessados em aderir ao time vencedor, mas, também, o crescente desespero da extrema-direita – a qual, acuada pela iminência da derrota, não titubeará em lançar mão de expedientes não republicanos para turvar o processo eleitoral, submetendo a sociedade e a Democracia a grande perigo.
Além de bons augúrios, os sinais trazidos pelo momento alertam perigos para os quais a Democracia e a Sociedade precisam se precaver.
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