2ª feira, 21 de setembro de 2026
Para serem ‘isentas’ e melhor servir a comunidade, as autoridades devem exercer seu ofício de forma desprovida de paixões e vícios.
É o caso dos sacerdotes, dos policiais, do pessoal da Justiça e de tantas outras autoridades, que não podem/devem ser facciosos.
Imagine, por exemplo, um pastor evangélico que, de tão apaixonado pelo bolsonarismo, não reconheça os eleitores de Lula como ‘filhos de Deus’ e, igualmente, merecedores do seu apoio moral e religioso.
Imagine o caso do delegado de polícia que, de tão aficcionado por um time de futebol, diante de uma querela entre torcidas organizadas, considere apenas um lado ‘suspeito’.
Foi exatamente a ausência de isenção que desmoralizou a LavaJato no processo contra Lula.
Aliás, a facciosidade daquele pessoal ficou mais clara pela opção partidária e eleitoral da dupla Deltan Dallagnol e Sérgio Moro, os quais, nas suas campanhas eleitorais, revelaram-se partidários da extrema-direita e pouco respeitosos com a Justiça (a quem diziam servir com tanto ardor).
O pastor e ex-procurador Deltan Dallagnol, por exemplo, foi condenado à inelegibilidade em função das fraudes eleitorais cometidas em seu curto tempo como politico.
De sua parte, indicando ter sido um juíz desconhecedor da independência dos poderes (ou ser submisso a pressões dos ‘poderosos’), ao criticar a confirmação da condenação de Deltan Dallagnol pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), [Sérgio Moro] atribuiu a decisão ‘a perseguição política do governo Lula.
Estes casos deixam claro que, embora tenham sido grandes autoridades da república, Dalagnol desconhece a obrigação de cumprir as leis e Moro exerceu a função de juíz sem saber ser resistente a eventuais pressões.
Em todo caso, a sociedade precisa saber que os facciosos não estão preparados para o exercício do poder e, sempre que puder, deve escorraça-los da vida pública.
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