Domingo, 30 de agosto de 2026
Na 6ª feira, dia 28 de agosto de 2026 – consolidando a operação iniciada com o assalto militar de 03 de janeiro, no qual assassinou 103 pessoas e sequestrou o presidente Nicolas Maduro e sua esposa Cilia Flores – os Estados Unidos arrancaram uma espécie de ‘tratado de rendição incondicional’ do governo da Venezuela, assumindo formalmente o controle das jazidas petrolíferas do Vale do Orenoco (a maiores do mundo).
Com efeito, com o mesmo semblante envergonhado mostrado pelo imperador Hirohito quando o Japão assinou a capitulação à bordo do USS Missouri em setembro de 1945, a presidente interina Delcy Rodríguez aceitou um ‘acordo’ através do qual os Estados Unidos assumiram 21% do petróleo do país ‘de forma livre e desembaraçada’.
Consumada a rapina que verdadeiramente justificou o assalto, instantaneamente a Casa Branca deixou de acusar a Venezuela de ser ditadura, narco-país, de estimular o terror e todas as outras balelas inventadas para acossar o regime bolivariano liderado por Nicolas Maduro.
Aliás, provavelmente, nos próximos dias, de modo a ampliar o seu butim, vai reconhecer a soberania do país sobre o território de Essequibo, cujo subsolo também é preenchido por petróleo (pertencente à Venezuela em função de antigos tratados, o território do Essequibo é reivindicado e administrado pela Guiana).
Na Casa Branca, o ‘acordo’ imposto pelos corsários Marco Rubio (secretário de Estado) e Pete Hegseth (secretário da Guerra) à presidente interina Delcy Rodriguez foi muito comemorado na Casa Branca (não é todo dia que se rouba um cofre avaliado em US$ 5,7 trilhões).
Com sorriso rasgado de canto a canto do rosto e o pescoço tronxo daquela forma esquisita de sempre, Donald Trump exultou felicidades para anunciar ter assumido o controle de mais de 65 bilhões de barris do petróleo da Venezuela, mais que dobrando as reservas dos Estados Unidos.
Sorrindo, o super pirata comemorou o saque, chamando-o de ‘o maior acordo petrolífero de todos os tempos’.
Vale dizer que, como assumiram ‘apenas’ 21% das reservas estimadas em 303 bilhões de barris, ainda há muito petróleo por roubar no país, sendo, portanto, lícito esperar que o Tio Sam faça novos ‘acordos’ com a Venezuela nos próximos anos.
Tendo rasgado a fantasia de bom moço e mostrando o corsário que de fato é, o Tio Sam pode tomar qualquer atitude, contra qualquer um, inclusive contra o presidente Nicolas Maduro, que, mesmo sem enfrentar qualquer acusação consistente, deverá ser mantido preso indefinidamente sem julgamento.
Tio Sam pode tudo. Só não pode obrigar o mundo a achar que ele seja honesto, sério, correto, sincero, bom caráter, democrático, bem intencionado. Até porque, na realidade, ele é o contrário de tudo isto.
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