5ª feira, dia 02 de julho de 2026
Assim como ocorre em outros campos, não há unanimidade sobre o significado da Engenharia.
Muitos a circunscrevem no mundo das técnicas, como se ao engenheiro não coubesse maior protagonismo nos processos decisórios e a ele coubesse apenas a tarefa de aplicar conhecimentos científicos e tecnológicos, otimizando recursos e custos, para construir o mundo artificial com criatividade e para desenvolver soluções, projetos e sistemas.
Outros, no entanto, para além da construção do mundo artificial, atribuem à Engenharia um expressivo papel na definição do Universo que melhor interessa a sociedade. Para estes, além de conhecer as técnicas, os engenheiros precisam apresentar sensibilidade para perceber a aplicação da Engenharia como solução dos problemas que atormentam a sociedade.
Assim, enquanto para uns, a Engenharia é uma atividade de natureza técnica, para outros [a Engenharia] constitui um elemento estratégico dos processos de crescimento econômico, de qualificação ambiental, de promoção do bem-estar social e de conquista e preservação da soberania nacional.
A forma como o profissional vê a Engenharia produz grandes diferenças de atitude nos engenheiros.
Os que entendem a Engenharia como uma atividade meramente técnica apresentam resignação diante dos processos decisórios e, sem compreender as razões que influenciam o nível de emprego e de salários da categoria, aceitam a condição de tarefeiros e de só intervir na dinâmica social quando convocados pelas ‘autoridades’ e pelos ‘patrões’.
Aqueles que entendem a Engenharia como um elemento estratégico do processo econômico, por sua vez, rejeitam a apatia social inerente às técnicas e insistem no exercício de protagonismo no sistema decisório dos processos levam ao desenvolvimento, ao bem-estar social e às melhorias profissionais.
Na próxima 6ª feira, dia 03 de julho de 2026, os engenheiros brasileiros terão a oportunidade de proclamar qual Engenharia desejam.
Não tenho sugestões para dar àqueles que a aceitam como atividade amorfa e apática em relação às coisas de interesse da sociedade.
Àqueles que querem a Engenharia agindo e sendo tratada como um elemento estratégico dos processos de crescimento econômico, de promoção do bem-estar social e de afirmação da soberania nacional, no entanto, sugiro o voto em HENRIQUE LUDUVICE para a presidência do Confea e em HILDA GOMES para a presidência do CREA-PE e em todos os candidatos que defendam a Engenharia nacional na perspectiva da Democracia, do Desenvolvimento e da luta pela Soberania.
(*) Alexandre Santos é engenheiro civil, ex-presidente do Clube de Engenharia de Pernambuco, presidente da Associação Brasileira de Engenheiros Escritores e membro da Academia Pernambucana de Engenharia
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