Sábado, 15 de agosto de 2026
O atestado de inviolabilidade das urnas eletrônicas dado recentemente pelo ministro bolsonarista Kássio Nunes Marques não eliminou a estratégia traçada pela extrema-direita para gerar instabilidade politica por ocasião das eleições marcadas para outubro de 2026.
Com o atestado de lisura dado por Kassio Nunes Marques às urnas eletrônicas, o alvo da extrema-direita passou a ser o próprio Superior Tribunal Eleitoral (STF) e o sistema eleitoral em si.
É nesta perspectiva que se enquadra a notícia até jocosa de que Flávio Bolsonaro estaria filiado ao P artido Missão.
Para quem ainda não está informado sobre o episódio: na 5ª feira, ao tentar registrar a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro no TSE, o Partido Liberal (PL) tomou conhecimento (pasme!!!) de que seu principal expoente eleitoral estava filiado ao Partido Missão, passando a viver momentos de extrema angústia até o presidente Kassio Nunes Marques determinar a anulação da trapaça e o restabelecimento das anotações originais, possibilitando a inscrição da chapa.
O estranho episódio é repleto de contradições.
De fato, ao tempo que, em nota oficial, o Partido Missão informava que, desde 02 de agosto, tentara avisar ao PL sobre a filiação indevida (na qual, como endereço residencial, aparecia o sugestivo ‘Rua dos Bandidos, 666 – Bairro Miliciano’) e que o TSE informava que a filiação indevida não ocorrera por hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim por ‘alguém que possuía as credenciais da legenda’ para efetivar filiações, o senador Flávio Bolsonaro distribuiu mensagem esbravejando ter sido vítima de fraude eleitoral e que “o sistema vai tentar de tudo para me parar”.
Colocando mais uma pitada de pimenta neste caldeirão fervente, horas mais tarde, o candidato presidencial do partido Missão, um certo Renan Santos, afirmou ter provas de que a falcatrua foi feita a partir do e-mail do próprio Flávio Bolsonaro.
Esta é uma história catingosa ainda por esclarecer, mas, de certo, sabe-se apenas que, em algum momento, será evocada pela extrema-direita como ‘prova’ de que o sistema eleitoral brasileiro é vulnerável.
Com aquela turma não se brinca… Vem chumbo grosso por aí.
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