Pouco se lixando para o que dizem os famintos, os técnicos e os políticos esmeram definições de grande impacto verbal.
Em recente relatório, a Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que ‘o termo fome é sinônimo de desnutrição crônica e é medido pela prevalência de desnutrição’. De sua parte, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) define fome como ‘a falta de acesso físico, social e econômico a alimentos seguros e nutritivos em quantidade suficiente para atender às necessidades nutricionais e preferências alimentares de um indivíduo, permitindo uma vida ativa e saudável’.
Tudo bem. Agora que sabem dar um significado para a Fome, de concreto, o que fazem para acabar com ela?
O fato é que, correlacionando-a a outros fatores, apesar de a produção suficiente de alimentos, a Fome persiste no planeta e atinge cerca de 750 milhões de pessoas.
Outro dia, em observação marcada pela sinceridade, o economista-chefe da FAO Máximo Torero, dedicado à análise e ao combate da fome e da pobreza em nível global, afirmou que “Fome não é inevitável, e sim decisão política”.
Ele tem razão.
O Brasil só voltou a sair do Mapa da Fome (ao qual tinha voltado em função do descaso liberal capitalista dos governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro) quando as politicas sociais e econômicas do governo Lula 3 produziram os frutos desejados.
Vale destacar que, se a fome decorrente do egoísmo dos liberais é inaceitável do ponto de vista moral, aquela [Fome] produzida intencionalmente significa ‘tentativa deliberada e continuada de assassinato’ e constitui prova de crime doloso.
É assim, por exemplo, que, além de culpado pelas outras merecidas acusações, devem ser tratados os genocidas do governo israelense de Benjamim Netanyahu, que, não satisfeito com as outras formas de violência, de forma cruel vem submetendo a população palestina de Gaza à fome extrema.
Aliás, bancando um avestruz maluco e se dizendo inocente do holocausto sionista perpetrado contra a população palestina de Gaza, de forma cínica e tripudiando da fome dos palestinos e da inteligência de todas as pessoas, o genocida Benjamin Netanyahu afirma que “Não há fome em Gaza… e certamente não houve política de inanição”.
Qualquer que seja a sua razão, a Fome é inaceitável, mas aquela produzida intencionalmente é crime doloso. Como afirma Máximo Torero, a “Fome não é inevitável, e sim decisão política”.
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