Ontem, em mais um largo passo da caminhada que pretende mostrar aos antidemocratas o perigo da insurgência contra o resultado das eleições, a primeira turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julgou mais uma leva de golpistas.
Desta vez, colocou na dança o chamado Núcleo Operacional (Núcleo 3), composto basicamente por militares kids pretos – homens que são treinados para armar confusão, inclusive através de assassinatos. Dos dez réus, nove foram condenados a penas que variam entre 16 e 24 anos de cadeia – Cel. Bernardo Romão Corrêa Netto (17 anos, 120 dias-multa, regime inicial fechado), Cel. Fabrício Moreira de Bastos (16 anos, 120 dias-multa, regime inicial fechado); TC Hélio Ferreira Lima (24 anos, 120 dias-multa, regime inicial fechado; TC Rafael Martins de Oliveira (21 anos, 120 dias-multa, regime inicial fechado); TC Rodrigo Bezerra de Azevedo (21 anos, 120 dias-multa, regime inicial fechado); TC Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (17 anos, 120 dias-multa, regime inicial fechado) e o agente da PF Wladimir Matos Soares (21 anos, 120 dias-multa, regime inicial fechado).
Demonstrando que não é tão malvada como dizem os bolsonaristas, a primeira turma condenou o Cel. Márcio Nunes de Resende Jr. e o TC Ronald Ferreira de Araújo Jr. apenas pelos crimes de incitação ao crime e associação criminosa, deixando-os em regime aberto.
Dos dez réus, por unanimidade, a primeira turma absolveu o general da reserva Estevam Theophilo Gaspar de Oliveira.
Ainda aguardando com ansiedade a prisão do golpista-mor, a sociedade brasileira espera que o STF continue a julgar os agressores da democracia e, sempre que puder, lembre à Polícia Federal que ainda falta gente na lista já encaminhada à Procuradoria Geral da República (PGR), especialmente os formuladores, financiadores e estimuladores da campanha golpista.
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