4ª feira, 17 de junho de 2026
Houve um tempo no qual, baseado no número de bandeiras nacionais então exibidas nas residências e conduzidas nos automóveis, costumava se dizer que ‘o brasileiro só demonstra patriotismo na Copa do Mundo’.
Pois bem.
Estamos em plena Copa do Mundo e… onde estão as bandeiras?
Teria acabado o ‘patriotismo futebolístico’ ou teria acontecido outra coisa para justificar este novo padrão de comportamento?
São muitas as explicações.
Para uns, a seleção está tão ruim que não merece a torcida de ninguém’.
Para outros, não há como torcer por um time formada por ‘estrangeiros’ (a maioria do jogadores atuam fora do país e nem o técnico é brasileiro).
Há quem evoque a condição milionária e metrossexual dos jogadores para justificar a apatia do torcedor.
Na realidade, embora tudo isso contribua para o expurgo das bandeiras verde-amarelas, o ponto decisivo para o atual desdém foi o sequestro dos símbolos nacionais pela extrema-direita, fazendo com que as pessoas normais ganhassem uma certa repulsa por eles.
Nos dias correntes, com ojeriza àquilo representado pela extrema-direita, as pessoas não querem ter a imagem associada a ela.
Ainda vai demorar um tempinho até a sociedade brasileira superar o trauma que lhe foi imposto por Bolsonaro e sua gangue.
De qualquer forma, mesmo sem o entusiasmo de antes, os brasileiros querem ver a Canarinha levantar o caneco.
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