Desde cedo, aprendi que quem precisa inventar mentira para justificar ações não é tão forte como pretende fazer crer.
É o caso do governo de Donald Trump, que vive assacando mentiras para arranjar desculpas para suas besteiras. Está sendo assim, por exemplo, com a decisão de assumir o comando das tropas da Guarda Nacional para intervir em pontos estratégicos do território dos Estados Unidos (tal como fez com Las Vegas, para assumir segurança local de Washington DC, Donald Trump inventou que a cidade está enfrentando ‘gravíssimos’ problemas de segurança com “o crime fora de controle”). Tudo mentira.
Isto não seria tão grave se Donald Trump não carregasse DNA criminoso (além de condenado por fraude, Trump é um espertalhão reconhecidamente pedófilo e golpista) e comandasse o exército mais poderoso do planeta.
Embora todos já tenham percebido o modus operandi de Donald Trump, as mentiras pregadas pelo seu governo causam grandes problemas, inclusive por dar combustível para as máquinas de fakenews usadas para alimentar as bolhas de desinformação.
Ontem, em mais um lance deste modo de agir, sem desfaçatez ou demonstrar medo do ridículo, o Departamento de Estado dos Estados Unidos divulgou um relatório fantasioso no qual afirma que a “situação dos direitos humanos no Brasil piorou durante o ano de 2024” e, como exemplo da baboseira, cita o “funcionamento dos tribunais de exceção comandados por Alexandre de Moraes, as ações tomadas pelo Supremo Tribunal Federal para censurar o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados e o bloqueio do X (antigo Twitter)”. O relatório divulgado pelo oligarca Marco Rubio parece escrito por algum roteirista de Hollywood e usa chavões batidos, como ‘assassinatos arbitrários ou ilegais’, ‘tortura ou tratamento ou punição cruel, desumano ou degradante’, ‘prisão ou detenção arbitrária’ e ‘restrições graves à liberdade de expressão e à liberdade de imprensa, incluindo violência ou ameaças de violência contra jornalistas’.
O tal ‘relatório’ é uma piada e mereceria todas as gargalhadas do mundo se não fizesse parte de um plano diabólico para prejudicar a construção do regime de prosperidade e de justiça social em curso no Brasil.
Não é sem razão que a divulgação da ‘Lorota de Marco Rubio’ vem na sequência das agressões dos Estados Unidos ao Brasil, incluindo a sobretaxação das exportações àquele país, a perseguição a autoridades judiciais, especialmente ao ministro Alexandre de Moraes a quem foi aplicada a chamada Lei Magnistsky e investidas contra as políticas públicas do governo Lula.
De qualquer forma, em prova da sua inconsistência moral, poucas horas após a divulgação do tal relatório, demonstrando pouco estar se lixando para a questão dos direitos humanos, o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou que, por conta da ‘cumplicidade de autoridades brasileiras e da Organização Pan-Americana da Saúde com o governo de Cuba’ (outra mentira deslavada), tinha revogado os vistos das autoridades brasileiras que trabalharam na implantação do programa ‘Mais Médicos’.
O ‘samba do crioulo doido’ é mais coerente do que o governo Trump. Embora doido também apanhe, é bom ter cuidado com ele.
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