A combinação do desejo imperial de controlar o mundo com o ‘jeito Trump’ de ser do seu atual presidente tem levado os Estados Unidos a cometer muitas bobagens, afastando parceiros, revelando a índole que sempre procuraram esconder e acirrando a repulsa já nutrida por muitos contra eles.
No caso do Brasil, sem conseguir conter a arrogância petulante implícita no Big Steack da Doutrina Monroe, ao invés de cultivar a relação sopra-e-morde que até agora vinha dando certo (para os Estados Unidos), o governo de Donald Trump resolveu radicalizar as agressões à soberania do País e, se aproveitando do viralatismo do clã Bolsonaro e seus asseclas, inventou uma desculpa para tentar se imiscuir nos negócios internos do País, de modo a subordinar a economia do Brasil aos interesses da Casa Branca.
Aliás, em termos de colaboracionismo com os Estados Unidos, o nome de Jair/Eduardo Bolsonaro está para o Brasil, assim como Jorge Mas Canosa está para Cuba e Maria Corina Machado está para a Venezuela.
De qualquer forma, contando com a extrema-direita brasileira como cabeça-de-ponte, o governo dos Estados Unidos está levando o Brasil ao dilema de sucumbir às vontades do Tio Sam ou, como aconteceu nos casos de Cuba e Venezuela, ampliar o seu distanciamento da Casa Branca.
Não parece que o Povo brasileiro e o governo do presidente Lula estejam dispostos a renunciar à soberania nacional para satisfazer a gana dos Estados Unidos, sendo mais provável que, mesmo preferindo outra situação, aceitem o confronto proposto por Donald Trump.
Vale dizer que, ao contrário dos países aos quais Tio Sam agride sem resistência, o Brasil é um gigante que conta com muitos parceiros – é o caso, por exemplo, da China, com a qual mantém elevado volume de trocas bilaterais, que, em 2024, alcançou quase US$ 160 bilhões.
Talvez, a gratuita agressão dos Estados Unidos seja a razão de o Brasil estar cogitando a adoção do sistema chinês de orientação BeiDow (principal concorrente mundial do GPS) e de aceitar de bom grado a chegada do UnionPay Internacional (um cartão de crédito chinês presente em mais de 180 países e mais de 9 bilhões de targetas já emitidas e que, naturalmente, mexe com a estrutura dominada por Visa e Mastercard).
Há quem defenda que, como mensagem ao truculento Donald Trump, o governo brasileiro deva, não só reconhecer a eleição de Nicolas Maduro, mas, também, aceitar o ingresso da Venezuela nos BRICS.
Vamos ver até onde vai a basófia do oligarca pedófilo…
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