Entre os dias 05 e 06 de agosto de 2025, a mesa-dirigente do plenário da Câmara dos Deputados foi tomada de assalto e ocupada pelos deputados-bolsonaristas Nikolas Ferreira, Sóstenes Cavalcante, Júlia Zanatta, Paulo Bilynskyj, Zucco, Allan Garcês, Caroline de Toni, Marco Feliciano, Bia Kicis, Domingos Sávio, Carlos Jordy, Marcos Pollon, Zé Trovão e Marcel van Hattem.
Na ocasião, completamente desmoralizado, o deputado-presidente Hugo Motta se encheu de brios e, parecendo tomado por uma força que nunca mostrou ter, anunciou que puniria os baderneiros e encaminhou denúncias de ‘obstrução da cadeira da Presidência’ à Corregedoria Parlamentar, propondo o afastamento dos moleques por até seis meses.
Pois bem.
Ontem, passados nove meses da desordem golpista, sintomaticamente após as votações do PL da Dosimetria (que propôs um arremedo de anistia através da redução das penas aplicadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) aos golpistas), a Corregedoria Parlamentar da Câmara dos Deputados mostrou vida e, fingindo que os arruaceiros Nikolas Ferreira, Sóstenes Cavalcante, Júlia Zanatta, Paulo Bilynskyj, Zucco, Allan Garcês, Caroline de Toni, Marco Feliciano, Bia Kicis, Domingos Sávio e Carlos Jordy nada fizeram, [o Conselho de Ética] aplicou dois meses de suspensão mandatos dos deputados-arruaceiros Marcos Pollon, Marcel van Hattem e Zé Trovão – os quais, como se não tivesse feito nada, estão se dizendo vítimas de ‘vítimas de perseguição política por sua oposição ao Judiciário’.
Além de tardia, a decisão da Corregedoria é incompatível com a gravidade das irregularidades cometidas, constituindo em mais um estímulo aos bolsonaristas-baderneiros.
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