5ª feira, 11 de junho de 2026
Hoje, dia 11 de junho de 2026, sob a bandeira da Federação Internacional de Futebol Associação (FIFA), começa a 23ª Copa do Mundo, cujos jogos, envolvendo 48 seleções nacionais, vão ocorrer em estádios da América do Norte (Canadá, Estados Unidos e México).
Como constitui o evento esportivo mais assistido e prestigiado em todo o mundo, ultrapassando até mesmo os Jogos Olímpicos, a Copa do Mundo desperta muito interesse dos países e, naturalmente, agrega muito poder à FIFA. De fato, tradicionalmente, por conta da Copa do Mundo, a FIFA se enche de arrogância e costuma impor ‘suas regras’ aos países anfitriões e às equipes participantes, inclusive algumas de natureza econômica e cultural.
Foi assim no Brasil, na Argentina, no Japão, na Coreia do Sul, em toda a parte. Acontece que nunca a FIFA tinha se deparado com um governante chamado Donald Trump, o qual, pouco se lixando para coisas como FIFA, Copa do Mundo e, mesmo futebol, lembrou que, pela sua vontade, os dois outros países sede do campeonato (México e Canadá) já teriam sido anexados ao território dos Estados Unidos e deixou claro que ‘no seu galinheiro’ quem manda é ele.
E vem sendo assim.
De fato, assim como acontece com reuniões da Assembleia Geral da ONU, os Estados Unidos assumiram o controle da situação e, na condição de instância de controle, vêm dizendo quem pode (e quem não pode) participar do campeonato.
Por estes dias, por exemplo, depois de recusar o visto para ingresso da seleção iraniana no território estadunidense, fazendo uma espécie de ‘favor’ a FIFA, decidiram permitir a entrada dos persas por ocasião dos seus jogos (devendo sair do país ao seu término). Tio Sam reservou punhados de ódio para outros povos.
Com efeito, talvez como demonstração de quem manda no pedaço, até liberar o artilheiro da seleção iraquiana Ayman Hussein para ingressar no país, os estadunidenses o detiveram no aeroporto de Chicago, onde o interrogaram por sete horas.
Pior aconteceu com o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que estava escalado para apitar jogos da Copa do Mundo e, simplesmente, foi impedido de entrar nos Estados Unidos.
Enquanto isso, completamente desmoralizado, o presidente da FIFA, o suíço Gianni Infantino, ensaia os salamaleques que precisará fazer para não desagradar Donald Trump e ser deportado dos Estados Unidos.
Cada vez, mais e mais pessoas estão convencidas de que os Estado Unidos são um belos exemplo de país autoritário e antidemocrático.
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