Muito se tem falado do ‘Congresso Inimigo do Povo’, uma referência genérica ao comportamento antipovo decorrente da captura do poder legislativo pelo Centrão e pelos bolsonaristas.
Na realidade, conforme deixa claro o noticiário sobre as malandragens dos senadores e deputados, a maioria dos parlamentares brasileiros está mais empenhado em ‘se dar bem’ do que em trabalhar para a elevação dos padrões de bem-estar social.
Agora, por exemplo, veio a tona que, enquanto empurra com a barriga a votação da PEC para extinguir a jornada de trabalho 6×1, o senador-presidente Davi Alcolumbre recebeu US$ 30 milhões (R$ 155 milhões) do ‘banqueiro desonrado’ Daniel Vorcaro como propina para bloquear a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar os trambiques ocorridos no âmbito do escândalo do Banco Master.
Este assunto ganhou luz nos últimos dias, especialmente em função de rumores de que, na proposta de delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro, constam informações sobre os repasses por ele feitos ao senador Davi Alcolumbre.
Um escândalo dentro do outro!
Não é sem razão que, em levantamento que considera a situação em 124 países, o ranking global Rule of Law Index considerou o Poder Legislativo brasileiro como o segundo mais corrupto do mundo, superado apenas pelos parlamentares do Haiti.
O povo brasileiro precisa varrer o Congresso Inimigo do Povo para o lixo da história.
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