Quando nasceu em 19 de abril de 1939, o aiatolá Ali Hosseini Khamenei jamais imaginou que seria assassinado em 28 de fevereiro de 2026 por ordem de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos – um sujeito cheio de imperfeições, incluindo taras incuráveis como egoísmo e pedofilia.
O crime cometido por Trump ganhou gravidade porque (talvez, refletindo a ignorância dos estadunidenses) ele não sabia que, como claramente indicava o turbante negro por ele usado, Ali Khamenei fazia parte da linha genealógica do próprio Maomé.
Mas, se imaginava fácil retirar um descendente de Maomé do comando do Irã, falhou vergonhosamente, pois, poucos dias mais tarde, os 88 mujtahids da Assembleia de Peritos (autoridades que são eleitas em voto direto para um mandato de 8 anos) escolheram Mojtaba Khamenei para dar sequência ao trabalho do seu pai como novo Líder Supremo do Irã.
Na sequência, as coisas aconteceram rapidamente – junto com a colocação da bandeira vermelha (que significa a luta até o último homem, o novo líder supremo determinou a guerra sem tréguas contra os Estados Unidos e seus aliados, bombardeando as embaixadas estadunidenses na Arábia Saudita e no Iraque, as bases militares em todos os países da região, alvejou o super porta-aviões US Gerald Ford (que foi forçado a voltar para casa mais cedo), destruiu a rede de defesa antimísseis THAAD (Terminal High Altitude Area Defense (deixando os Estados Unidos cegos no Oriente Médio).
Mas, tudo isso é só parte da reação. Neste fim de semana, o clérigo sênior anunciou que governo iraniano condenou Donald Trump à morte pelo assassinato do aiatolá Ali khamenei – a sentença que, diga-se de passagem, não prescreve (conforme sentiu na própria pele o escritor britânico Salman Rushdie, que resolveu afrontar o Alcorão e escreveu ‘Os versos satânicos’).
Se tiver juízo, Donald Trump vai procurar um buraco distante para se esconder.
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