Desde 28 de fevereiro de 2026, quando assassinou o líder supremo do Irã, dando início à mais uma guerra desnecessária, os Estados Unidos vêm fazendo a alegria da indústria armamentista com gastos diários que ultrapassam a estonteante cifra de US$ 1,5 bilhões.
Já imaginou a cena: ao invés de contribuir para a erradicar a fome que assola 800 milhões de pessoas, a cada dia os Estados Unidos jogam US$ 1,5 bilhões no ralo da estupidez, lançando bombas e mais bombas no território iraniano, numa intensa campanha que já custou a vida de milhares de pessoas e destruiu quase 50 mil moradias.
O interessante é que esta gastança do mal não tem servido para a conquista dos objetivos anunciados pela Casa Branca.
Com efeito, o regime dos aiatolás permanece firme e, como a realidade vem mostrando, vem impondo vergonhosos reveses ao Tio Sam.
Aliás, nestas primeiras duas semanas de guerra, além de perder quatro sistemas de defesa antiaérea THAAD instalados na Jordânia, no Qatar, nos Emirados Árabes e na Arábia Saudita (que foram completamente destruídos por ataques iranianos), os Estados Unidos assistiram o retorno do poderoso porta-aviões US Gerald Ford ‘com o rabo entre as pernas’ depois de atingido por mísseis iranianos, viram a destruição das sua embaixadas em Riad e Bagdá, os ataques às bases militares presentes na região (inclusive com a destruição de muitas pistas de aviação), o bloqueio total do Estreito de Ormuz, o naufrágio 18 navios petroleiros, os ataques aos seus aviões (que a cada dia que passa têm menos lugares para pousar).
E, assustada e bem distante, a Casa Branca vê a bandeira vermelha (o símbolo persa de ‘até o último homem’) que, desde o assassinato do aiatolá Ali Khamenei, permanece desfraldada no topo da sede do governo do Irã, e acompanha a evolução do preço do barril de petróleo (que já ultrapassou os US$ 100 e, segundo analistas, deverá chegar aos US$ 150 até o fim do mês), afetando a vida das pessoas em todos os países.
Não é sem razão que, setores do Capitólio já pensam em recorrer à 25ª Emenda para tornar Donald Trump ‘incapaz’ e retirá-lo da presidência dos Estados Unidos.
Lugar de doido não é no comando da mais poderosa máquina de guerra do Planeta.
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