Há quase um mês, precisamente em 04 de março de 2026, o sicário Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, uma espécie de James Bond tupiniquim que fazia o serviço sujo de Daniel Vorcaro (inclusive apagar gente), preso na Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no Banco Master, foi apagado numa cela da carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Belo Horizonte.
Apesar de a versão oficial dizer que sua morte decorreu de suicídio, não é preciso ser um Sherlock Holmes para perceber que, muito provavelmente, a ‘mão pesada’ de Daniel Vorcaro foi suicidada, em nítido processo de queima de arquivo.
Ou alguém é tolo o suficiente para acreditar que um homem como o James Bond, curtido em situações de violência e de grande tensão, teria personalidade frágil para se exasperar com um simples prisão?
Na realidade, além de saber de muitos ‘podres’ do aparato comandado pelo patrão Daniel Vorcaro (um conhecimento que, por si só, já o convertia em perigoso arquivo sujeito ao risco de ‘queima’), Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão articulava uma vasta rede de informantes privilegiados, responsável pelo seu acesso às senhas que lhe garantiam visitas regulares aos sistemas herméticos da Polícia Federal, TCU, STF, ABIN e, segundo dizem, até do FBI.
Não era sem razão que, além da remuneração usual, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão contava com uma verba mensal de R$ 1 milhão para o pagamento de propinas e distribuição de mimos aos seus associados.
Tudo leva a crer que, temendo ter o nome revelado, um (ou mais) associado(s) deu um jeito de apagar o sicário de Daniel Vorcaro logo no primeiro dia de encarceramento, sem dar-lhe tempo para abrir o bico e fazer alguma inconfidência perigosa.
O silêncio mantido pela Polícia Federal sobre o assassinato de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o sicário de Daniel Vorcaro, nas suas instalações, turva a Áurea de respeitabilidade necessária ao seu agir, reacendendo a mancha fosca e fedorenta que, um dia, carregava por onde andava.
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