Decididamente, os Estados Unidos não são um país que inspire confiança.
A começar pelo presidente Donald Trump, o governo estadunidense parece agir como se a grandeza dos Estados Unidos dependesse do blefe, da esperteza, da calúnia, da perfídia, do saque, do esbulho e coisas assim.
Deve ser mesmo.
De qualquer forma, sabendo disso, os iranianos acompanharam de perto a movimentação dos navios estadunidenses durante a vigência do cessar-fogo acertado em 07 de abril e, constatando a burla aos pontos acordados, anunciou que não participaria da segunda rodada de negociações com os Estados Unidos previstas para começar hoje (dia 20 de abril de 2026) no Paquistão.
Mais ainda.
Decidido a rechaçar de pronto as manhas e burlas dos estadunidenses – contrariando o combinado, a marinha do Tio Sam interceptou e saqueou o cargueiro iraniano Touska no golfo de Omã, no mar da Arábia -, ontem, depois de acusar Washington de ‘pirataria’, o quartel-general Khatam al Anbiya, órgão central da cadeia de comando das Forças Armadas do Irã, determinou um ataque contra dois petroleiros que tentavam romper o bloqueio no estreito de Ormuz e contra navios da armada dos Estados Unidos que se aproximavam da região com drones.
Juntamente com o ataque, o governo do Irã alertou que ‘a Marinha dos EUA deve se preparar, pois o cronômetro começou a contar para uma catástrofe que eles nunca esperaram… a surpresa será catastrófica”.
Especialistas afirmam que, no tipo de batalha que vem sendo travada naquela região, os Estados Unidos estão estão em completa desvantagem, pois não poderão ser socorridos, nem mesmo, pelos seus submarinos nucleares, os quais seriam ‘totalmente inúteis no fundo raso do Golfo Pérsico’ e, tendo em vista o silêncio como se movimenta, a frota de submarinos miniatura diesel-elétricos do Irã pode emboscar os porta-aviões USS Gerald R. Ford e USS Abraham Lincoln sem serem detectados.
Parece que Donald Trump arrumou confusão com quem não devia.
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