‘Desconfiança’ é o sentimento prontamente evocado diante do dispêndio desmedido de grandes quantias.
Afinal de contas, as pessoas sabem o trabalho requerido para ganhar algum dinheiro.
Assim, notícias sobre festinhas nababescas, propinas milionárias, pagamentos vultosos sem reciprocidade, presentes valiosos e todo o tipo de comportamento regular perdulário são indícios de que há alguma coisa ‘estranha’ com o dinheiro envolvido – não é desprovida de razão a frase de Honoré de Balzac segundo a qual ‘Atrás de toda grande fortuna há um crime’.
Analise, por exemplo, a origem dos milhões torrados por Daniel Vorcaro: seu farto dinheiro nunca decorreu do trabalho ou de negócios lícitos, provindo da troca por papéis desprovidos de lastro (em correspondência a títulos podres oferecidos em garantia, Vorcaro recebia a dinheirama da qual reservava uma parte para torrar em propinas e festinhas).
Coisa semelhante ocorre com o dinheiro inesgotável que os Estados Unidos gastam: são bilhões para isso, bilhões para aquilo, nunca lhes falta dinheiro, habilitando o Tio Sam a adquirir qualquer coisa que o dinheiro possa comprar. Na realidade, assim como Vorcaro (que dava papéis podres em troca das aplicações feitas no Banco Master), os Estados Unidos emitem os bilhões que quiserem e, em ‘garantia’, oferecem títulos do tesouro (que eles próprios emitem sem qualquer lastro).
E, assim, da mesma forma que Vorcaro comprava imóveis para presentear cafetinas e diretores corruptos do Banco Central e do BRB, os Estados Unidos para vultosos aluguéis a países submissos para manter bases militares por toda a parte.
Aliás, da mesma forma que o Banco Master soçobrou quando a farra dos papéis sem lastro foi descoberta, o Dólar vai perder o valor quando o mundo perceber a inconsistência econômica do títulos do tesouro usa para ‘lastrea-lo.
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