Os bandidões estão ansiosos.
Depois de fazer toda a sorte de estripulias, estão apostando na remissão dos pecados possibilitada pelo instrumento da ‘delação premiada’ – um recurso, diga-se de passagem, que, nas mãos de aparato judicial criminoso (como aconteceu na farsa LavaJato operada pelo marreco Sérgio Moro e pelo corrupto Deltan Dallagnol), pode alavancar processos de LawFare. Nos dias de hoje, as delações premiadas voltam a posições centrais do noticiário e podem desencadear terremotos no mundo político do País.
Das delações mais aguardadas, emergem destacadas aquelas prometidas pelos criminosos Beto Louco, alcunha pela qual é conhecido o senhor Roberto Augusto Leme da Silva, e Primo, alcunha pela qual é conhecido o senhor Mohamad Hussein Mourad (principais alvos da Operação Carbono Oculto apontados como líderes de esquema do PCC responsável pela rede de fraudes fiscais e contábeis que movimentou mais de R$ 52 bilhões) e as anunciadas por Paulo Henrique Costa (ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), Daniel Vorcaro (mentor do hiper, mega, super, giga, tera golpe do Banco Master) e Fabiano Campos Zettel (Pastor cunhado de Daniel Vorcaro).
Acontece que, regulada pela Lei nº 12.850/2013, a chamada Lei da Organização Criminosa, para ser ‘premiada’, a delação precisa se referir a temas ainda não conhecidos pela autoridade, ser dirigida a um ‘andar superior’ e [ser] acompanhada de provas.
Talvez o não atendimento destas exigências tenha sido a causa de o Ministério Público de São Paulo ter rejeitado ontem o acordo de delação proposto pela dupla ‘Beto Louco’ e ‘Primo’, que, se quiserem o benefício da lei, vão precisar caprichar nas acusações).
De qualquer forma, a possibilidade de detalhes do lamaçal do qual floresceu o Caso Master virem à tona está produzindo muitos calafrios, especialmente agora, que, na quinta fase da operação Complience Zero determinada pelo ministro André Mendonça, o senador e ex-ministro de Jair Bolsonaro, Ciro Nogueira foi desmascarado como parceiro menor de Daniel Vorcaro.
É cedo para ilações mais profundas, se, se as investigações forem aonde precisam ir, ao invés de candidato à presidência, Flávio Bolsonaro vai entrar na lista daqueles do almejam os benefícios da delação premiada.
Os tempos são de puro frisson.
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