Quando privatizou a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) – a empresa foi entregue ao Grupo Equatorial Energia pela bagatela de R$ 6,9 bilhões – em julho de 2024, o governador Tarcísio de Freitas prometeu um ‘mundo beleza’ aos paulistas.
Não foi bem isso o que, de fato, aconteceu.
Além dos esperados super aumentos nas contas de água e esgoto, a Sabesp provocou muitos outros problemas para a população.
Ontem, numa ação conjunta com a Companhia de Gás de São Paulo (Comgás) – empresa igualmente privada, controlada pela Cosan e considerada pela Abegás (Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado) a maior distribuidora de gás natural do Brasil -, em decorrência de problemas provavelmente decorrentes da insuficiência de investimentos nas áreas de treinamento de pessoal e de segurança, a Sabesp atingiu uma tubulação de gás e provocou uma explosão gigantesca na comunidade Nossa Senhora das Virtudes II, no Jaguaré, Zona Oeste de São Paulo, causando a morte imediata num rapaz de 46 anos, gravíssimos ferimentos em três pessoas, o desabrigo de outras 160 pessoas e a completa destruição de 46 imóveis.
Instantes após o desastre, sem ter como fugir da responsabilidade, a Sabesp e a Comgás anunciaram uma ridícula ajuda de R$ 2 mil para cada família afetada e a remoção dos desabrigados para hotéis da região.
De sua parte, o governo de Tarcísio de Freitas (que, em última instância, é o grande responsável pela tragédia) prometeu o ressarcimento dos prejuízos das pessoas mais prejudicadas.
A explosão no Jaguaré é uma boa alegoria do ‘mundo beleza’ prometido por Tarcísio de Freitas aos paulistas com a privatização da Sabesp.
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