Por conta da presença abundante de petróleo nas suas terras desérticas, o Oriente Médio sempre foi uma zona de grandes conflitos.
Mesmo assim, dentro de um quadro geral de instabilidade, o mundo aprendeu a conviver com a maluquice e vinha empurrando os seus problemas mais sérios com a barriga.
Aí, para desencanto planetário, trazendo a experiência adquirida no mandato anterior (que não conseguiu renovar), Donald Trump retornou à Casa Branca e, com ele, chegou um time de bilionários presunçosos e arrogantes, incluindo gente como Marco Rúbio.
Pois bem.
Sem contar com aquilo feito pelos Estados Unidos em outras partes do planeta, Donald Trump comandou o início de uma guerra contra o Irã (cujo comportamento estava completamente ajustado ao desajuste intrínseco àquela região), abrindo uma caixa de Pandora que, além de desmoralizar o poder militar dos Estados Unidos, desorganizou o comércio internacional.
De fato, como consequência natural da guerra em si e, tracionado pelo fechamento do Estreito de Ormuz (interrompendo o fluxo diário de cerca de 16 milhões de barris de petróleo), o preço do barril de petróleo saltou dos US$ 72 verificados antes do primeiro ataque ao Irã para valores próximos dos US$ 120 (este preço vem caindo, mas se mantém acima dos US$ 100), criando uma situação critica para a economia mundial.
Como ‘nada é tão ruim que não possa piorar’, ontem, dia 06 de junho de 2026, falando no Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, o presidente da petrolífera Rosneft Igor Sechin alertou que os preços do barril de petróleo podem ultrapassar os US$ 250 se as sanções contra a exportação do petróleo russo (que soma cerca de 7 milhões de barris diários) forem ampliadas.
Como da cabeça de gente como Donald Trump pode se esperar qualquer coisa, é possível que a caixa de Pandora aberta pelo ataque dos Estados Unidos venha a produzir situações para as quais o mundo não está preparado.
Lm Rezemos!!!
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