2ª feira, 10 de agosto de 2026
Em fenômeno social mais perceptível a partir do século XX, o universo feminino vem se expandindo em jornada de conquistas arrancadas à ferro e à fogo da sociedade machista e misógina que sempre o teve [teve o universo feminino] como ambiência de segunda categoria.
Com efeito, fruto de muita luta – a começar pela consagração do sangrento 08 de março como Dia Internacional da Mulher – em diversos níveis de organização e usando as armas e os métodos de combate ao seu alcance, as mulheres avançaram e o universo feminino alcançou patamares de militância cujo objetivo é a completa superação dos diversos preconceitos de gênero a que estão submetidas.
Acontece que, tal como ocorre com as conquistas sociais de todas as naturezas nos dias correntes, a expansão do universo feminino passou a ser encarada com um ‘perigo’ pela extrema-direita crescente em todo o mundo.
Com efeito, empunhando o conservadorismo reacionário como bandeira e bradando sincera truculência, a extrema-direita proclama a inferioridade da mulher e, sem qualquer subterfúgio, tenta restringir as garantias civis por elas já conquistadas.
Aliás, por estes dias, falando como porta-voz do bolsonarismo, sem meias palavras, o ogro Paulo Figueiredo disse ser favorável à restrição do voto das mulheres.
O pior é que, por mais absurda que a ideia por ser, ela [a ideia] reflete o pensamento da turma da Direita e encontra guarida em muitos lugares.
Vale registrar que o burburinho provocado por aquela idiotice trouxe à tona outras maluquices, como, por exemplos, a existência de um movimento pelo ‘voto de família’ (defende a decisão do voto do casal pelo marido) e a recente aprovação pela Câmara dos Representantes dos Estados Unidos de um tal “Save America Act” que cria barreiras para o voto da mulher casada.
Não foi desprovido de suporte político, portanto, que, falando no ato público de apresentação do candidato a vice-presidente na sua chapa (sugestivamente, um deputado acusado de estupro de vulnerável), o senador Flávio Bolsonaro disse claramente que a principal função das mulheres era ‘cuidar dos pais por ocasião da velhice’.
As cartas estão postas.
Todos sabem que o avanço da extrema-direita reserva à mulher o papel de receptáculo sêmem necessário para e procriação com retorno à apática condição de ‘coisa do lar.
Depois não digam que não foram avisados.
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