2ª feira, 17 de agosto de 2026
Uma das coisa que mais tem chamado atenção nestes dias de registro das candidaturas é a evolução patrimonial dos políticos ligados à extrema direita.
Não é o caso de evocar Honoré de Balzac – para quem ‘Atrás de toda grande fortuna há um crime’ -, mas o espantoso crescimento da riqueza da turma de Bolsonaro é, no mínimo, muito estranha.
Os números verificados por ocasião do registro das candidaturas são estarrecedores.
O patrimônio do pastor-deputado Sostenes Cavalcanti, por exemplo, cresceu 12,081% nestes últimos quatro anos; [o patrimônio] do deputado Nikolas Ferreira cresceu 10,488%; [o patrimônio[ do deputado Gustavo Gayer cresceu 2,013%; [o patrimônio] de Carlos Jordy cresceu 804%; [o patrimônio] daquele Gilvan da Federal cresceu 741 e vai por aí.
Com a família Bolsonaro não foi diferente. O patrimônio do presidenciável Flávio Bolsonaro cresceu 370%; [o patrimônio] do irmão Jair Renan cresceu 345,4%, [o patrimônio] de Carlos Bolsonaro cresceu 40,4%.
Pelo visto, o time da banda direita do espectro político da sociedade brasileira é muito ‘competente’ quando a tarefa é ‘ganhar dinheiro. Até Michelle Bolsonaro – que nunca teve emprego formal bem remunerado e, só agora, depois de alguns anos como primeira-dama e ex-primeira-dama (posições não remuneradas), vai concorrer ao Senado pelo DF – acumulou um patrimônio avaliado em R$ 4,4 milhões.
Tem alguma coisa errada nestes enriquecimentos tão rápidos (e sem explicação). Afinal de contas, a política não é (ou não deveria ser) ambiente para a construção de fortunas e, se algum está ficando rico ao exerce-la, não a está praticando de forma séria.
Pelo visto, Balzac tem razão…
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