Adotando como lema central o ‘Faz aquilo que eu digo e não aquilo que eu faço’, há muito os Estados Unidos deixaram de ser uma Democracia.
Quando muito, usam seu poderio econômico e militar para exercer direitos de propriedade sobre uma marca denominada ‘Democracia’ – uma marca completamente dissociada da raiz etimológica da palavra (governo do povo) e [completamente dissociada] dos valores aos quais foi vinculada por Abrahão Lincoln no celebre discurso de Gettysburg (governo do povo, pelo povo e para o povo).
A marca ‘Democracia’ controlada pelos Estados Unidos é condicionada apenas à realização de eleições (pouco importando as regras dos pleitos) e à obediência às orientações de Washington.
Pronto! Se faz aquilo dito pela Casa Branca e faz eleição (em algumas situações, como no caso da Ucrânia, este critério pode ser flexibilizado), o ‘país amigo’ é considerado uma Democracia pelos Estados Unidos.
Na realidade, para ser considerada ‘democrata’ pelos Estados Unidos, uma pessoa não pode apresentar características dos esquerdistas e deve repudiar preocupações relacionadas a temas como justiça social, direitos humanos, desníveis econômicos, preservação ambiental, luta contra a pobreza, combate à fome, busca pela paz e coisas assim.
A julgar pelos critérios estadunidenses de ‘Democracia’, o Céu é lugar de esquerdista e só há democracia no Inferno (governo exercido pelo Demônio, onde não há lugar para bondade, piedade e solidariedade).
Aliás, falando num comício em Dallas, na última 4ª feita, dia 09 de setembro de 2026, o presidente Donald Trump subverteu ainda mais o conceito original de Democracia e, demonstrando a tolerância como os estadunidenses veem a marca ‘Democracia’, anunciou que, se o Partido Republicano vencer as próximas eleições para Câmara dos Representantes e para o Senado, dará US$ 5 mil a cada cidadão adulto do país.
Ou seja, na perspectiva dos líderes estadunidenses, a compra de votos é uma prática compatível com a Democracia.
De alguma forma, a promessa de Donald Trump reconforta e tranquiliza os políticos fisiológicos, dando naturalidade ao uso de dentaduras, óculos e milheiros de tijolos como argumento eleitoral. Tudo isto prova o quanto os Estados Unidos ainda precisam evoluir até se tornar uma Democracia moderna.
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