Como se fosse uma laranja estragada – que, por onde passa, contamina a tudo com seu sabor podre -, em fenômeno decorrente sua própria ação ou daquela que provoca nos outros, o governo dos Estados Unidos contamina e estraga a tudo que, independentemente do grau de pureza original, tenha contato.
Imagine que, em 2009, desmoralizando toda e qualquer respeitabilidade que a honraria pudesse ter, os Estados Unidos conseguiram que o Comitê Norueguês atribuísse o Prêmio Nobel da Paz ao seu então neófito presidente Barak Obama (que, fora as violências estimuladas por todo o planeta, na época, os Estados Unidos estavam envolvidos diretamente em guerras provocadas por eles próprios no Iraque e no Afeganistão).
Pois bem.
Pode parecer piada, mas, nos dias correntes, surgiu uma campanha no Paquistão para dar o Prêmio Nobel da Paz em 2026 a, ninguém mais ninguém menos, do que Donald Trump.
Quando soube, com o ego inflado à beira da explosão, Donald Trump se disse merecedor da premiação. “Eles deveriam me dar o Nobel por Ruanda e, se você olhar, pelo Congo, ou poderia dizer Sérvia, Kosovo, poderia citar vários. O maior é Índia e Paquistão. Eu deveria ter recebido esse prêmio quatro ou cinco vezes”.
O pior é que, dado o nível de subserviência já demonstrado no caso Barak Obama, não seria impossível se, no dia do anúncio do ataque dos Estados Unidos ao Irã, o Comitê Norueguês atribuísse o Prêmio Nobel da Paz a Donald Trump.
Que vergonha!!!
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