Existem crimes que, desde o primeiro olhar, parecem muito suspeitos (para dizer o mínimo).
É o caso, por exemplo, do tiro na bunda de Sérgio Higino, da fakada de Bolsonaro ou do estranho ‘suicídio’ do sicário de Daniel Vorcaro.
Neste quesito, o presidente Donald Trump é pródigo.
Em julho de 2025, ele conseguiu a proeza de sobreviver a um tiro de fuzil, o qual, desdenhando aquele corpanzil todo, o alvejou apenas na orelha (que, diga-se de passagem, sobreviveu sem qualquer marca).
Agora, no sábado, 25 de abril de 2026, Donald Trump protagonizou novo episódio fantástico – um tiroteio que, em gran finale digno de figurar nas melhores galerias de Hollywood, só acertou um colete à prova de balas, encerrando o jantar de gala da Associação dos Correspondentes da Casa Branca, realizado no Hotel Washington Hilton, em Washington – um evento super chic, que, além de Donald Trump e da primeira-dama Melania, também contou com a presença do vice-presidente J.D. Vance e do secretário de Estado Marco Rubio.
O atentado foi muito esquisito.
Para começar, horas antes, em entrevista à imprensa, se referindo ao jantar, a porta-voz da Casa Branca Karoline Leavitt disse que a festa traria grandes surpresas ‘com tiros e tudo o mais’ (de pronto surgiram as perguntas: como Karoline Leavitt sabia dos tiros com antecedência? Coincidência? Premonição? Aviso? Ato falho? Seja qual for a resposta, esta moça precisa ser investigada em processo que pode levá-la à condição de suspeita, vidente, sensitiva ou coisa que o valha).
Depois, surpreendendo os próprios guarda-costas presidenciais, o terrorista, um certo Cole Tomas Allen (professor de 31 anos, homenageado com o título de ‘professor do mês de educação C2 em Torrance’ em dezembro de 2024 e apoiador do Partido Democrata, ao qual fez a modesta doação de US$ 25 na campanha presidencial de Kamala Harris) conseguiu burlar o sistema de segurança e entrar armado com armas de fogo e facas num ambiente aonde estaria o presidente dos Estados Unidos (fato que, de pronto, suscitou perguntas se houve ineficiência ou cumplicidade do serviço secreto estadunidense).
Por outro lado, também chama atenção o fato de o intenso tiroteio não ferido qualquer pessoa.
As perguntas mais significativas, no entanto, são despertadas pelas imagens do ‘atentado’.
Elas deixam claro que, das equipes de segurança (cada autoridade tem a sua própria equipe de segurança), os guarda-costas de Donald Trump são os mais lerdos (iniciada a confusão, só alguns instantes depois da remoção do vice-presidente J.D. Vance e do secretário de Estado Marco Rubio é que a segurança de Donald Trump tomou alguma atitude).
Aliás, a julgar pelo descaso de Donald Trump com a primeira-dama Melania na hora da confusão, as imagens insinuam uma situação na qual ou presidente dos Estados Unidos sabia previamente que nada aconteceria com a esposa ou ele não tem qualquer preocupação com ela (se não se preocupa com a própria esposa, por que Donald Trump se preocuparia com mais alguém?).
Finalmente como toque de humor, o vídeo deixou uma cena inesquecível: ao retirar Donald Trump do recinto, os guarda-costas o trataram como um saco de batatas, jogando-o ao chão como se o líder maior dos Estados Unidos não merecesse qualquer cuidado.
Naturalmente, fazendo valer o jeito Trump de ser, o presidente dos Estados Unidos usou a conta no Truth Social para se auto promover e lançar suspeita sobre seus inimigos (que são muitos), inclusive o Irã.
Quem quiser que engula esta história…
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